sábado, 26 de junho de 2010

%EDUCAÇÃO&PSICOLOGIA% _ DIVERSIDADES DE TERAPIAS



O que é psicoterapia? Existem padrões de comportamento ou diretrizes a serem adotadas pelos profissionais da área? Na verdade, não. A psicoterapia é muito rica em teorias, que foram sendo desenvolvidas através da história. Cada uma gerou uma abordagem terapêutica,que desenvolve um método diferente de terapia. Aqui apresentamos diversas delas. Vale saliantar que além das práticas aqui mencionadas
existem muitas outras correntes neste vasto campo das psicoterapias.
O que se propõe é apresentar algumas delas sem esgotar as discussões e debates.
Podemos dizer que a terapia, genericamente definida como cura pela palavra, originou-se na psicanálise. Criada no final do século XIX, pelo médico austríaco Sigmund Freud, a psicanálise inaugurou um conceito de cura separado da cura médica tradicional, que trata o sintoma ou uma doença. “Para a psicanálise, o processo de cura implica em passar pela singular experiência do inconsciente daquele que se submete ao método freudiano da associação livre”.
Para a clínica psicanalítica, a “doença” tem um sentido que está afastado da consciência. Ao pedir ao paciente que fale livremente, sem censura ou crítica, ela permite que a pessoa fale mais do que sabe, pois o que o psicanalista pode ouvir do paciente, “não é apenas o que ele sabe e esconde de outras pessoas (a confissão), mas principalmente o que não sabe (o inconsciente)”. Assim, a cura dos sintomas virá como conseqüência do processo analítico e não como seu objetivo. E, longe de criar um diagnóstico médico de doença, a psicanálise trabalha com a ininquadrável singularidade do sujeito. “
****
==> A Psicanálise Junguiana
Acho que a psicanálise junguiana se diferencia primeiro pela postura do analista
junguiano, mais aberta, mais próxima, para compartilhar, enfrentar o mundo. Porque o
analista é uma pessoa que ‘sofre ‘o inconsciente da mesma forma que o paciente. Além disso, Jung pensava uma concepção diferente do psiquismo.Enquanto as outras correntes da psicologia trabalham uma perspectiva pessoal, em que as manifestações do inconsciente são subjetivas, Jung gosta de pensar esse inconsciente como bjetivo, arquetípico. E,terceiro, uma inclinação a aceitar perspectivas de outras escolas também. Ou seja, uma pré-disposição a ouvir outras explicações para o psiquismo.
****
==>A Psicanálise Freudiana
“Acho que a noção que singulariza a psicanálise freudiana é a transferência. Se há
uma teoria, um conceito que a psicanálise revelou, foi esse. Ela é um conceito usado em outras abordagens, mas apenas na psicanálise ela é analisada
****
==> A Psicanálise Reichiana
“A prática reichiana se diferencia das outras correntes psico-corporais não só por ela ser a original, no sentido de ter sido a primeira, mas também porque tem uma
perspectiva teórica muito mais ampla. Mas, principalmente, ela se diferencia porque Reich construiu um pensamento intrinsecamente coerente, produzindo uma lógica que permite que certas noções e questões pertencentes ao pensamento reichiano possam ser transpostas para outros campos. Muitas outras abordagens baseiam suas perspectivas
em analogias ou metáforas de uma forma mais poética do que qualquer outra coisa. “
****
==> A Psicanálise Winnicottiana
“Winnicott privilegiou o papel do ambiente na constituição da subjetividade e destacou as figuras do trauma, da regressão à dependência e do jogo no manejo clínico. Além disso, ele tratava pacientes cuja configuração subjetiva se
afastava das neuroses clássicas. Ele desenvolveu um estilo clínico no qual o psicanalista se disponibiliza para ser “usado” pelo analisando, não no sentido de um
feixe de projeções de fantasmas pré-existentes a serem interpretados, mas no sentido de poder ser reconhecido como uma substância diferente-de-si
****
==> A Psicanálise Lacaniana
“Na psicanálise encontramos uma passagem da abordagem tecno-terapêutica para uma
perspectiva ética, cuja orientação não é o triunfo rápido sobre os sintomas, ou a reabilitação psicossocial da loucura. A psicanálise não lida apenas com isso, ela lida com a alienação do sujeito na civilização científica, que visa com todas
as suas técnicas e aparatos uma certa “objetificação” do sujeito. Uma análise deve
possibilitar ao sujeito, que assim o queira, posicionar-se como desejante no laço social com os outros. Assim, a medida ética de nossa ação é a relação com o desejo que a habita. A aposta da análise é, portanto, operar com o desejo como medida de nossa ação e não apenas em conformidade com os ideais da cultura e de suas
ideologias.”
****
==> A Terapia cognitivo-comportamental
“As terapias cognitivocomportamentais têm sua singularidade no reconhecimento
da importância dos processos cognitivos como influências nos sentimentos e comportamentos que nós apresentamos. Não apenas isso, mas a influência mútua, recíproca, dos sentimentos em relação aos pensamentos e vice-versa e do efeito disso sobre os comportamentos e também dos comportamentos em relação a isso. Essa
equação básica me parece central na terapia cognitivo-comportamental, junto
com a idéia de que nós somos resultados de aprendizagens e a terapia é uma
oportunidade de novas aprendizagens.” Enfim, a TCC parte do pressuposto
que os seres humanos são resultados de aprendizagens.
“Cada pessoa aprende comportamentos, sentimentos e pensamentos. E esses nossos sentimentos dependem de como avaliamos os acontecimentos. O que acontece é que muitos desses sentimentos podem ocorrer a partir de avaliações distorcidas”,
A TCC vai, então, se caracterizar por um questionamento das interpretações
que as pessoas trazem e algo como um treino de habilidades para que as
pessoas possam manejar melhor seus estados de ansiedade ou aprender habilidades sociais. A terapia vai se oferecer como uma oportunidade de novas aprendizagens”.
Nesse sentido, a idéia de um diagnóstico faz parte da terapia cognitivo- omportamental, mas não exatamente a idéia de cura. “Acho que não se pode mais pensar
em cura e sim em prejuízo melhor ou pior. Pensar em uma cura para o transtorno
obsessivo compulsivo, por exemplo, seria teoricamente fazer com que a pessoa
deixasse de ser higiênica ou parasse de se preocupar com detalhes em documentos.
O conceito de cura não faz sentido propriamente. O que faz realmente sentido é você conseguir fazer com que o paciente melhore a sintomatologia que o fez procurar o tratamento.
****
==> A Terapia centrada na pessoa
“Acho que o que diferencia a Terapia Centrada na Pessoa, até das outras terapias humanistas e existenciais, é uma ‘centração’ no cliente. O cliente é o guia do trabalho do terapeuta. Ele tem o seu poder pessoal. Na verdade, a terapia não vai dar poder a ninguém, ela vai propiciar que o cliente use seu poder pessoal, se aproprie dele. Assim, ele vai se sentir cada vez mais livre para exercer o seu
poder de escolha, de autonomia, de gerir sua própria vida.”
****
==> A gestalt-terapia
“Acho que a gestaltterapia está principalmente voltada para o aqui e agora, entendendo que o aqui e o agora não são sinônimos do presente, mas sim
do que está presente no momento. Nesse sentido, ela trabalha com o fenômeno e ela trabalha enfatizando a dimensão vivencial, ou seja, se pensarmos didaticamente, com aquilo que é uma mistura do pensar, agir e sentir.”
****
==>A Terapia Sistêmica
“O principal da teoria sistêmica, o que a singulariza, é esse deslocamento de uma visão intra-individual para uma visão relacional, que coloca o indivíduo sempre em
contexto. E que entende até esse mundo interno dele como um mundo de relações, como se constrói um indivíduo a partir dessas relações.”
Não há um objetivo fechado na terapia sistêmica, mas “ele vai sendo co-construído com o cliente na terapia. O terapeuta sai da posição de especialista e
vê o paciente como especialista de seu próprio sofrimento. O diagnóstico é, então, pensado como uma hipótese dinâmica e provisória, a ser explorada no processo terapêutico. Ele pode ser revisto e transformado à medida em que o trabalho vai se desenvolvendo, já que o ser humano está sempre em transformação”.
****
==> O Psicodrama
“Creio que a grande marca do psicodrama é não dicotimizar o ser humano e sim integrar
mente/corpo, ação/reflexão, emoção/razão, hoje/ontem/amanhã, ciência/arte.
Talvez a principal diferença em relação a outras terapias seja integrar ciência e arte, pois surgiu do teatro e se constituiu como um corpo científico, sem perder a veia artística e a alegria.”
“O psicodrama funciona através da dramatização espontânea de cenas das questões trazidas por um cliente ou por todo um grupo, nas quais são postos em ação, no contexto dramático, os papéis privados e sociais dos membros do grupo. Segundo Moreno, nosso ego é formado pelos diversos papéis que desempenhamos na vida: filho, pai, mãe, profissional, amigo, político,cidadão, etc. Estes papéis podem estar bem
desenvolvidos e harmonizados entre si, ou podem estar mal desenvolvidos, onflitivos, gerando sofrimento. O desempenho dos papéis no contexto dramático leva o cliente a entender como seus papéis se formaram no contexto familiar e social, se tornaram
fonte de problemas, e enfim experimentar através da dramatização, formas de ir transformando satisfatoriamente os seus papéis”,
****
==> A Clínica Transdisciplinar <==
“A clínica transdiciplinar se distingue das práticas disciplinares e se configura
como uma prática éticopolítica. Entretanto, como não se trata de teoria, é a
partir dos impasses, dos incômodos experimentados no processo de diferenciação de
si que somos chamados a intervir. Mas, se falamos de impasse, falamos de forças de resistência que se expressando em meio a uma luta nos fazem experimentar uma crise. Assim, crise, desestabilização, desvio são indicativos de momentos de passagem que ocorrem na experiência processual da constituição de si, marcando o tempo de uma mutação.” “Entendemos que a clínica sempre se produz criando ao mesmo tempo o objeto de sua intervenção,ou seja, uma certa concepção de subjetividade”.
Nesse sentido, a necessidade de um diagnóstico não cabe: “Partimos do pressuposto de que os quadros psicopatológicos descritos pela psiquiatria contemporânea fazem parte do processo de produção da subjetividade dominante.
Desta maneira, afirmamos uma prática clínica micropolítica, nos afastando assim de uma perspectiva de cura para afirmar uma prática de sustentação de passagens. Analisamos em cada caso, com cada cliente, a trajetória de constituição do sintoma, como experiência singular de sofrimento que necessariamente se relaciona ao combate experimentado entre forças: forças aprisionadoras da vida e forças liberadoras da potência coletiva de uma vida”.
****
==> A Psicoterapia Breve
Desde o inicio, a psicanálise pensa sobre as possibilidades do seu método - a escuta analítica - ser aplicado nas instituições em geral e nas instituições da saúde pública em particular. Para verificar estas possibilidades, há muitos anos se mantém uma pesquisa clínica que investiga sobre as possibilidades do método freudiano na genericamente chamada “terapia breve”. “Investigamos sobre os efeitos do tempo curto na clínica analítica, sem renunciar a seus pressupostos básicos”.“E os resultados têm sido bons”.
****
==> A Terapia Psicossomática
A Terapia Psicossomática Trilógica, também conhecida como Medicina Psicossomática Integral, é um novo campo cientifico desenvolvido pelo psicanalista Norberto Keppe e trouxe uma nova dimensão à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento das enfermidades psíquicas e orgânicas.
Somente através de fatores energéticos obtidos pela conscientização através da psicoterapia e da socioterapia, são curadas as mais diversas formas de doenças.
Isso é conseguido através do uso do mais poderoso instrumento energético de cura - a consciência que está no interior do ser humano.
Assim como o médico usa medicamentos e cirurgias, o acupunturista usa agulhas, o homeopata manipula certas substâncias, o reflexologista usa as mãos em locais certos do corpo humano, o terapeuta psicossomaticista usa a conscientização da psico-sócio-patologia para tratar seus clientes.
Pelos resultados comprovados já em larga escala, e tendo sido testada por profissionais em vários países, a consciência se comprovou o mais eficaz instrumento de prevenção e cura das mais diversas doenças.
Método Keppeano ==> Tendo suas raízes na psicanálise, na metafísica e na Nova Física a psicossomática keppeana estuda a alma e o corpo em sua unidade energética e indissolúvel, as origens psíquicas profundas das doenças físicas e utiliza-se de instrumentos puramente psíquicos – a conscientização – para seu tratamento.
A psicossomática não se trata de uma teoria ou um instrumental, mas sim, um olhar, uma visão, um entendimento de ser humano, onde corpo e mente, estão atuando de forma interdependente a cada momento.
Desta forma, a preocupação é com a pessoa e não com a doença, pois o profissional com este entendimento compreende que cada doença está relacionada à subjetividade de cada pessoa, a sua história de vida. Como bem refere Lipowiski: psicossomática se refere à inseparabilidade e interdependência dos aspectos psicológicos e biológicos, um complexo mente-corpo imerso num ambiente social.
A psicossomática integra os profissionais ligados à área humana e é um recurso indispensável para que o indivíduo construa um sentido para sua vida.
O paciente passa por um processo psicossomático, para que se torne e assim consiga construir um discurso sobre si próprio e sobre tudo o que lhe ocorre. A doença é peculiar a cada doente e o processo de cura será peculiar também para cada doente, partindo do princípio que são indivíduos diferentes.
Doença e cura são dialéticas inseparáveis, pois, a doença é ausência de saúde e a psicossomática pode possibilitar o equilíbrio do indivíduo. A psicossomática não visa a doença e sim a busca do indivíduo para que ele integre o seu pensar, agir e sentir, tornando viável a cura. O indivíduo quando atinge este integrar, torna-se um indivíduo autêntico, dando importância às suas vivências, que adquire com a vida. Quando o indivíduo encontra o que há de mais significante em si, é quando passa a existir.
A psicossomática em sua práxis, possibilita o ser humano a tomar consciência de sua existência facilitando, não apenas a remoção do sintoma mas sim que o indivíduo através de sua própria reflexão, deixe de ser paciente para poder reverter todos os seus sintomas, tornando-se mais flexível para escolher uma melhor qualidade de vida para si próprio, se responsabilizando por si e não responsabilizando o outro.
É um trabalho conjunto, cada profissional respeitando o seu limite e a flexibilidade do outro. Trocando informações entre si, visando o indivíduo no presente e possibilitando o vislumbramento do seu futuro para que ele próprio possa construí-lo, que sejamos apenas instrumentos facilitadores, pois, no interior do indivíduo encontramos algo peculiar somente à ele.
Etimologia em grego significa: "O verdadeiro sentido". O verdadeiro sentido do sintoma só o próprio paciente poderá nos dizer.
"Todas as coisas, por um poder imortal, próximas ou distantes, ocultamente estão unidas entre si, de tal modo que não podes agitar uma flor sem transformar uma estrela".Francis Thompson(1859-1907)
"O mesmo que nos leva a adoecer é o mesmo que nos permite a cura". Jack Lawson
Enfim, a história da Psicossomática é na realidade bastante antiga. Primeiramente a noção de saúde/doença estavam interligadas e compreendidas como a harmonia ou desarmonia do organismo frente ao viver da pessoa. Com o tempo esta visão mais integral foi sendo desconsiderada e o modelo científico contribuiu muito incorporando um forte materialismo e a doença passou a ser o contrário de doença e vice-versa. Só mais recentemente tem-se novamente buscado integrar estes conceitos, reconhecendo a interdependência entre mente e corpo em todos os estágios de doença e saúde.
Um pesquisador muito importante foi Hans Selye, que na década de 30 com estudos sobre o estresse estabeleceu de forma mais sistemática a relação mente e corpo, apontando como o estresse poderia levar ao adoecimento e como esse processo ocorreria. Só mais recentemente, com o advento da Psiconeuroimunologia, estes conceitos começam novamente a ter lugar nas discussões e pesquisas da ciência estabelecida. Um modelo de ciência que precisa entender que o ser humano ultrapassa, e muito, os rígidos processos científicos, que se aplica a outros campos, mas que fica aquém, quando se trata de pessoas.
A partir de estudos e pesquisas da Psiconeuroimunologia, está sendo possível “comprovar” aquilo que a psicossomática há muito tempo assinalara a interdependência do psíquico com o orgânico e vice-versa.
Esta visão, pois, psicossomática – do ser humano- passa a ser novamente considerada. Na verdade estamos ainda no início de uma longa caminhada para que esses conceitos de interdependência psique-corpo e inter-relação dos vários sistemas (nervoso, endócrino, psicológico e imunológico) realmente venham a ser reconhecidos. O modelo cartesiano e reducionista da ciência tem dificultado essa visão mais ampla, integradora e real do ser humano.

RHYSHY ATMA
Fonte/ Pesquisa: Internet
imagens: Internet

Nenhum comentário:

Postar um comentário