sábado, 26 de junho de 2010

%EDUCAÇÃO&PSICOLOGIA% _ VISÃO PSICOSSOMÁTICA: O SIMBOLÍSMO DO CORAÇÃO E A REALIDADE HUMANA


Os poetas e escritores sempre se utilizaram do coração para expressar emoções de um determinado momento e, todos nós ao lermos, sabemos interpretar essa comunicação, sem qualquer dificuldade. Identificamos imediatamente o que o autor queria dizer. É o caso deste pensamento de autoria de Tagore, um poeta indiano cristão.
"O coração é o símbolo daquilo que não pode ser controlado nem pelo intelecto nem pela vontade. As horas esperam, as estrelas vigiam, o vento se aquieta e o silêncio pesa em meu coração" (Tagore, A colheita).
Em todas as culturas o coração recebe o mesmo tratamento, tem o mesmo simbolismo.
Sempre que se fala dos sentimentos utilizando o coração como referência, fala-se
de algo que se deseja extravasar, um sentimento que parte do intimo do ser. É comum as pessoas dizerem: "Estou dizendo isso do fundo do meu coração". Através do coração expressamos o medo ("Estou com o coração pequenino"), a frustração ("Estou com
o coração quebrado"), o carinho ("o filhinho do meu coração") e o amor ("Você mora bem aqui, do lado esquerdo").
O coração é o símbolo daquilo que não pode ser controlado nem pelo intelecto nem pela vontade, é o símbolo das emoções. Da mesma forma que o câncer está relacionado à impossibilidade de compreender o amor, o coração é o símbolo do amor perfeito e daí sabemos que o coração é o único órgão que não é vitimado pelo câncer.
É pelo coração que passa o sangue, o fluído da vida. O coração está no centro do corpo e no sentido simbólico esta no centro do desejo humano: o amor. É um órgão de grande importância funcional, é autônomo e, simbolicamente, significa a generosidade do amor a única emoção que tem a capacidade de curar, unir e transformar. As pessoas que "tem um grande coração" são aquelas que disponíveis, entregam-se generosamente
aos demais. Dividem, assistem e amparam. Mas há os que "não ouvem seu coração" e controlam-se. São aqueles indivíduos que não podem ser perturbados por sentimentos e emoções, odeiam "extravagâncias emocionais". Inibem a expressão das emoções e estas, se somatizam e então o coração começa a apresentar problemas. Temos também um terceiro tipo: o de "coração mole", para quem não há limites e para quem a entrega é irrestrita. São aqueles para quem os astutos e mal intencionados dirigem seus apelos. Este também é um tipo problemático.
O cardíaco é um sujeito que deve observar a desarmonia entre seu "coração" e seu intelecto. Será que é uma pessoa que reconhece seus sentimentos? Dá a eles algum espaço? Tem coragem para demonstra-los? Normalmente depois de um enfarto é que esses aspectos de um cardíaco aparecem. Muitos utilizam-se de sua condição para evitar todos os sentimentos inquietantes, e muitos desenvolvem impotência sexual por que temem que a "entrega" se torne mortal. Aparentemente, pode ser tudo o que precisavam...e precisam: algo que os ajude a legitimar justamente o que os levou ao enfarto. Nestes casos, na terapia,é precise conscientizá-los: "Se você quer ter outro enfarte, continue assim, negando o que sente, evitando perceber a única coisa que vale à pena na vida: as suas emoções". O enfartado é alguém que dá um valor excessivo aos seus próprios desejos e ao ego e acaba por ficar fora do movimento
da vida.
Os colapsos cardíacos podem ser descritos como um acúmulo de raiva, todos os urros que o sujeito não conseguiu dar durante sua vida, acontecem num único instante. Um bate estaca direto no coração, "Pow!"Teve que segura-los, ficar com eles parados na garganta.
Assim é o cardíaco,alguém que fica com as coisas atravessadas na garganta. Alguém que não consegue amar de "todo o coração", é apenas alguém que fica "por perto", participando sem entusiasmo ou envolvimento real. Como se diz em liguagem popular: "Está sempre em cima do muro".

==> Pessoas em quem a pressão sangüínea é baixa são aquelas que tem dificuldades
de superar os limites que a vida lhes impõe. Possivelmente,nem tentam enfrenta-los, apenas se retraem. É o tipo que fica fuçando no mundo da fantasia só para não ter que lidar com a realidade e os problemas dela provenientes. Daí serem pessoas que não suportam nada e nem ninguém, nem mesmo a sexualidade tem grande importância em sua vida. Gostam da cama, mas para ficarem desmaiados, embalando sonhos.
==> A pressão alta é tem mecanismo semelhante. Há uma curiosidade: Quando um paciente vai ao médico, tem que se considerar que a medida de pressão pode estar alterada por causa da consulta. Há uma experiência que demonstra que, se um indivíduo pensar numa atividade física, sua pressão pode subir, assim como seu pulso, mesmo que esse indivíduo não mova um único músculo. Isso é extremamente importante do ponto de vista que queremos tratar aqui. Se o indivíduo tem raiva e não consegue expressa-la, verbaliza-la isso pode fazer-lhe muito mal. Sabe-se que as coisas que ficam pela garganta, geram pensamentos de raiva, fantasias de vingança e ruminações.
Isso pode, a exemplo do que acontece com o pensamento sobre o exercício físico, deixar a pressão alta. A pressão que se eleva diante de uma situação de conflito abaixa, quando a pessoa pode "desabafar", expressar o que sente. O hipertenso é um sujeito que está sempre em conflito e nunca consegue falar sobre isso. Normalmente esse tipo de paciente está sempre se refugiando em atividades que ajudem-nos a enganar-se e aos outros, sobre sua dificuldade de enfrentar conflitos.
OBS.==> Há um estudo feito na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos que mostra
que o candidato ao infarto é sempre um sujeito com tendências a realizar coisas demais em muito pouco tempo (uma característica dos hipertensos). Parecem liberar a hostilidade através das atividades. São pessoas que se irritam por motivos tolos, exibem sinais de conflitos com relação às outras pessoas e também contra o tempo. A pressão alta é bastante ameaçadora para o infarto. A repressão da energia agressiva é descarregada através de um infarto.
Sobre a idéia de prevenção de infarto, imaginem um coração rachado. Nada mais correto pois, só os corações duros é que se quebram.
==>ESTUDO DE UM CASO CLÍNICO:
Uma mulher de 46 anos,tinha um sério problema de hipertensão. Nenhum remédio para controlar a pressão funcionava por mais de um mês (se é que chegasse aí). Ela conhecia todas as marcas de anti hipertensivos disponíveis no mercado. Aos poucos o profisional notou que ela evitava falar sobre seu casamento em suas sessões. Tinha pavor de tocar nesse assunto. Respeitando esta situação, o profissional tomou todas as providencias para ajuda-la. Tinha se casado com um homem 20 anos mais velho que não conseguia manifestar-se afetivamente. Não discutia nenhum dos problemas domésticos com ela e tratava-a como se fosse uma garotinha irresponsável. Isso fez com que ficasse desvalorizada e odiasse o esposo. Tinha medo de falar dessa raiva compactada dentro dela. Assim ficou por vinte anos. Ela parecia querer esconder de si mesma aquela situação por que era completamente dependente do marido e sabia que com suas habilidades e idade, não poderia garantir um padrão de vida semelhante ao que possuía. O profisional percebeu que precisava primeiro ajuda-la a restaurar a auto estima e adquirir alguma habilidade. Gradativamente, ela se descobriu uma modista muito talentosa e requisitada. Começou a trabalhar e então, a partir daí, pôde falar de suas frustrações e raiva do marido. "Curiosamente", ela acertou-se
com um dos remédios que já havia tomado apesar de sua pressão ter voltado aos 12X8.
==> Observa-se que na pressão alta existe agressividade reprimida e a animosidade fica apenas na imaginação de forma que a energia gerada não é descarregada através do desabafo ou de uma ação. Nota-se que tanto os indivíduos que tem pressão alta como os que tem pressão baixa, utilizam-se de mecanismos semelhantes de ação: ambos fogem de seus problemas, evitam-nos. Talvez essas pessoas devessem procurar ajuda pois, adotaram um ritmo rígido do qual não conseguem escapar. Carregam uma carga de explosivos bastante perigosa para si mesmos. Talvez precisem escutar um pouquinho mais esse fantástico e maravilhoso coração simbólico: sua emoções.
O ser humano prima por uma incoerência: a negação de suas emoções.
Tem-se a ilusão de que as "raivas" podem ser esquecidas, as tristezas enterradas e os erros jogados para baixo do tapete. É pura ilusão. Nada que não é resolvido se dissipa, desaparece. Fica tudo lá, na mente, criando químicas indesejáveis e prejudiciais.
Será que as emoções do homem são uma aberração, um apêndice desnecessário
ou estão ai com alguma finalidade? Nada no corpo é inútil ou existe sem finalidade. Como é que alguém pode viver negando o que tem de melhor e de mais importante? Não são as emoções nossa bússola para navegar na vida? Conhece-las não nos ajuda a saber o que queremos e o que não queremos? Acho que ao permitirmo-nos o contato com nossas emoções podemos inclusive, construir intuições. Do ponto de vista psicológico a intuição nada mais é que uma síntese de sentimentos e vivências do passado, condensados numa sensação. Nosso inconsciente libera essa sensação (o que chamamos
de intuição) quando existe uma similaridade entre uma possível experiência
atual e outra do passado.
A negação das emoções ou, o fato de evitarmos "ouvir nosso coração" pode, como sabemos, se transformar num desastre que algumas vezes atinge proporções irreparáveis: a morte.

RHSHY ATMA
Fonte/pesquisas: Internet
Imagens: Internet

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