terça-feira, 15 de junho de 2010

%EDUCAÇÃO&PSICOLOGIA% _Ser muito agitado é sinal de hiperatividade ou TDAH?


É muito comum pais e professores confundirem o comportamento de algumas crianças “que não param quietas” com hiperatividade. Mas para uma melhor compreensão é muito importante esclarecer o que é hiperatividade e o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, conhecida como TDAH.
==> O TDAH é um transtorno neurobiológico, que tem inicio geralmente na infância, persistindo por toda a vida da pessoa, comprometendo o seu funcionamento em vários setores de sua vida, e se caracteriza pela ocorrência de três grupos de alterações: hiperatividade, impulsividade e desatenção.
==> Hiperatividade é o aumento significativo da atividade motora, ou seja, a pessoa hiperativa é inquieta, se envolve em várias tarefas ao mesmo tempo. No caso das crianças, um exemplo é mostrar dificuldade em sentar-se para assistir um programa de TV ou ler um livro. Nos adultos, uma sensação de inquietação, ou demonstração de ocupação com alguma coisa, quando na verdade o que ocorre é uma dificuldade em diminuir o nível de atividade.
==> Impulsividade se refere a uma diminuição na capacidade do controle de impulsos; as crianças acabam mostrando pouco esforços e menor quantidade de tempo para realizar tarefas desagradáveis, muitas vezes, agem sem pensar e tem dificuldade de esperar.
==> Desatenção, que consiste numa dificuldade em fixar atenção em atividades mais longas que as usuais, especialmente aquelas mais repetitivas ou tediosas.
É sabido que o TDAH é um distúrbio neurocomportamental mais comum na infância e de maior prevalência em idade escolar, estimando-se que 3 a 6% da população em idade escolar possa ter TDAH, por isso, é fundamental a investigação e a avaliação da história de reforçamentos da criança, se for identificado que os comportamentos inadequados são conseqüênciados por algumas forma de atenção como broncas, castigos e/ou conversas, existe a alta probabilidade de eles ocorrerem em situações futuras, principalmente se os comportamentos apropriados emitidos pela criança em seu meio social não forem seguido por reforçadores positivos, como sorrisos, toques, elogios. Essa condição propicia a manutenção dos comportamentos inadequados e dificulta a emissão de comportamentos apropriados.Por isso, é necessário buscar ajuda de profissionais especializados na área como neurologistas, psicólogos e psiquiatras, para o diagnóstico eficaz e tratamento adequado.
O programa de tratamento deve incluir esses três componentes:
1- Informação e Conhecimento
2- Medicação
3- Recursos Psicoterápicos.

Referências em tratamento:
Associação Brasileira do Déficit de Atenção
www.tdah.org.br

RHYSHY ATMA
imagens: Internet

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