
Nossa missão humana neste mundo foi literalmente traçada por Deus. Perceber este significativo fato é a diferença que faz a diferença em nossa jornada diária.
Somos indivíduos tricotômicos, divididos em três partes distintas. Em relação ao nosso corpo vivo, ele é mantido em funcionamento harmonioso através da energia vital transmitida pelo Pai desde a criação de Adão e Eva. A preservação da energia vital a nós doada por Deus, muito depende do que fazemos ao longo da vida com o nosso corpo. É ela que mantém os órgãos funcionando de forma equilibrada e os tecidos cumprindo sua função na complexidade que é o corpo humano. A energia vital é uma benção divina, entregue ao governo do nosso livre-arbítrio, que aqui podemos entender como o nosso eu interior ou self.
O nosso eu interior ou self, é aquilo que somos no fundo desconhecido do nosso inconsciente. É quem guarda e traz a memória da nossa missão de vida, do sentido que nós buscamos em nossa existência. Essa essência divina presente em nós mesmos é inconsciente, só podemos acessá-la pela intuição e não pelo raciocínio lógico.
Enfim, nossa saúde e bem-estar dependem fundamentalmente de estarmos em sintonia com nossa missão de vida. Ao agirmos de acordo com ela, nos sentimos adequadamente felizes e o nosso corpo funciona saudavelmente. Se, por outro lado, nós agimos de forma diferente daquilo que faz sentido para a nossa vida, as doenças aparecem, e consequentemente nos sentimos infelizes, ansiosos, angustiados e depressivos. As doenças, nesse sentido, podem ser vistas como um sinal de alarme referente ao afastamento que nós tomamos da nossa essência divina. Quando ficamos doentes, devemos olhar profundamente para dentro da nossa história de vida. Essa reflexão sincera e humilde, nos leva a buscar, a partir do que os fatos evidenciam, o sentido esquecido da nossa própria vida - e na maioria das vezes, assim recuperar o passo para andar na trilha indicada por esse resgate e libertação.
Na prática, nós podemos fazer esse aprendizado, valendo-nos de um diário onde anotaremos toda noite o que nos aconteceu no transcurso do dia, o que nós aprendemos, a quem somos gratos, e o que nós podemos fazer com esse conhecimento.
Depois de alguns meses escrevendo, devemos reler o conjunto das nossas anotações. Certamente, a partir deste método, começaremos a perceber melhor, como os fatos isolados e os encontros com essas pessoas que nos ajudaram têm um sentido inimaginável em nosso crescimento mental e espiritual. Relendo as nossas anotações, precisamos perceber esse sutil sentido entre os fatos e as pessoas que entram e saem na nossa vida, usando a nossa intuição. É dessa forma simples e direta, que nós aprenderemos a visualizar o fio condutor do nosso destino.
A nossa missão de vida faz parte de um intrincado relacionamento que cada ser humano tem com os outros com quem vive em comunidade, com todos os seres do planeta e com o universo. A profissão que nós escolhemos, por exemplo, não é importante somente para nós, mas para muitas pessoas que dependem de nós. Quem tem família, imediatamente pensa neles, mas é preciso reconhecer que nossa vida está ligada a muito mais pessoas, às vezes de forma sutil, como alguém desconhecido que ao passar por nós sorri, sem mais nem menos, seguindo o seu caminho. Dependemos uns dos outros, e cada um tem sua missão de vida entrelaçada às missões de cada um na humanidade.
Entender a própria história permite transformar o presente, e viver em plenitude dentro da missão de vida que cada um escolheu para si mesmo.
Lançando mão da reflexão, podemos resgatar os fatos críticos do nosso passado e assim melhor compreende-los. É fundamental perceber o que viemos fazer neste mundo. Para isso, além da reflexão, também podemos orar. É através da oração que melhor nos sintonizamos com nossa essência divina. A partir do nosso diálogo franco com Deus, jogamos luz em nossas vivências e percebemos como nossa essência se manifesta. Dessa forma, podemos fazer as mudanças necessárias em nossas vidas para sermos mais felizes e saudáveis.
E quanto às doenças, é tempo de aprendermos a percebê-las como provas úteis que nos lembram de parar e refletir sobre a nossa própria vida. Elas nos fazem ver se estamos indo na direção que traçamos para o nosso desenvolvimento. Afinal de contas, a vida e Deus estão sempre nos avisando quando estamos no caminho errado. Só não vê quem não quiser ver!
RHYSHY ATMA
imagens: Internet
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