
Se Deus nos chama para o serviço missionário, podemos nos entregar a ele sem qualquer temor. É fato, que quando o Pai nos convoca, Ele automaticamente provê o preparo necessário. O Senhor nos capacita para realizarmos os seus desígnios, a sua obra. Jamais devemos nos afastar da humildade, quando aceitamos um convite de Deus. É exclusivamente pela vontade do Criador, que naturalmente adquirimos o conhecimento necessário, para O servir no campo missionário.Uma vez comprometidos verdadeiramente, nos dedicamos à labuta missionária, com irrestrita fé, transparência, caridade, e amor incondicional. Deus nos confere dons, e através deles, o Senhor atua grandemente em nossa vida. Embora no trabalho missionário, sejamos algumas vezes tentados a fantasiar que somos nós que estamos realizando uma grande obra, não podemos perder de vista o fato, de que é o Pai quem realiza através da sua instrumentalidade todas as vitórias alcançadas. Deus age em nossa vida de muitas maneiras. Por isso, às vezes, a vida gradativamente nos conduz ao entendimento da nossa missão no mundo. Neste caso, dia-após-dia, todos os sinais são naturalmente reconhecidos e aceitos por nós, com convicção e alegria.
Não somos seres especiais porque nos dedicamos à vida religiosa. Uma mulher de Deus, que escolhe ser missionária, é tão somente um ser humano imperfeito e mortal, que precisa de permanente treinamento e de maturidade espiritual, para saber enfrentar todos os desafios pertinentes ao seu labor missionário. Na vida de uma mulher missionária, esse traço deve ser bem delineado: seu preparo deve ser integral: compreendendo teorias e práticas constantemente revisadas e supervisionadas. O trabalho missionário, tantas vezes árido e pouco valorizado, precisa crescer organizadamente diante do Senhor e diante dos homens. O ministério missionário, deve se alinhar com a sabedoria de Jesus. Se o chamado vem Dele, não é o mundo que o irá calar. A mulher de Deus, que se dedica verdadeiramente ao serviço missionário, vive este inconfundível chamado do Pai. Luta pela justiça e combate a opressão social, crê em Deus em um sentido amplíssimo, testemunha corajosamente sua fé, e trabalha confiantemente em prol da qualidade de vida do próximo: “Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem à noite, quando ninguém pode trabalhar” (Josué 9.4). Para uma mulher de Deus, o amor Bíblico não é apenas um sentimento, é fazer caridade. No serviço missionário, é preciso entender essa profunda experiência, e substituir a palavra amor, por caridade incondicional, independentemente do gostar ou não das pessoas que precisam ser ajudadas.
É como gente, que Deus nos chama para o serviço missionário. É como gente que a gente experimenta a religião. De fato, não há religião sem a experiência humana. Assim sendo, o que há de humano na experiência humana de uma mulher de Deus, é tão natural quanto o que há de espiritual em sua experiência espiritual. Nada deve ser negado, pois é assim que se manifestam todas as suas fraquezas e virtudes humanas. A vocação missionária, não é uma carreira religiosa, é um chamado de Deus plenamente aceito pela decisão humana provida de indignação contra a injustiça e a opressão desumana. No perfil de uma mulher de Deus, que atende ao chamado missionário, a fé é um poderoso traço. Sem fé, a chamada para o serviço missionário perde todo o seu sentido; sem fé, o preparo é incompleto; sem fé, o trabalho é infrutífero: “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11.6). Uma missionária de Deus deve necessariamente ser uma mulher de muita fé. Frente às mais diversas situações caóticas que ela possivelmente irá enfrentar, à sua coragem, a sua força, a sua esperança e fé, necessitarão de estar em perfeita sintonia com Deus, pois é sabido, que o inimigo, ataca aos mais dedicados a Deus com toda a sua fúria: “Se de todo o vosso coração voltais para o Senhor”: “Ele vos livrará da mão dos filisteus” (1Samuel 7 ). Porém, uma missionária de Deus precisa não somente de fé; é necessário que ela viva integralmente a sua fé, principalmente diante das pessoas que a cercam em busca de conforto, orientação e confiança. No trabalho missionário é preciso transparência, lealdade e dedicação. O perfil de uma mulher de Deus comprometida com o trabalho missionário deve ser marcado pela racionalidade, pela competência, pela fé profunda, e pela caridade/amor incondicional. O serviço missionário é uma vida inteira permeada pelo desapego irrestrito e pelo amor doador. Enfim, para ser verdadeiramente uma mulher de Deus e missionária, é preciso amar a Deus sobre todas as coisas e amar incondicionalmente o próximo. Jesus, que nos quer junto ao Pai, diz: “Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somo servos inúteis; fizemos somente o que devíamos fazer” (Lucas 17.10).
RHYSHY ATMA
imagens: Internet
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