segunda-feira, 31 de maio de 2010

@ SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA @ _ ENVELHECENDO COM SABEDORIA




Além do envelhecimento diária, existe o que se chama envelhecer de forma fisiológica ou patológica . O que significa isso? O envelhecimento fisiológico é aquele que depende da nossa genética e por enquanto ainda é imutável, ou seja, aos 15 ou 20 anos de idade, você normalmente tem o corpo que seus genes determinaram, mas aos 40 anos você tem o corpo que merece. Daí para frente, vai depender de suas escolhas em relação aos hábitos de vida como aquilo que você come, se faz ou não exercícios físicos, como administra seu equilíbrio emocional e se cuida de sua saúde de forma preventiva, usando o que a medicina moderna tem a oferecer. O envelhecimento patológico ocorre a partir do momento em que as pessoas passam a aceitar que existem doenças próprias da velhice e se comportam de maneira passiva em relação à sua saúde.
A partir do que foi colocado surge o conceito de idade cronológica e idade biológica. Qual a diferença? A idade cronológica não pode ser modificada e está registrada em seu documento de identidade enquanto que a idade biológica se refere ao estado de conservação de seu organismo. Portanto, essa idade pode ser mudada e/ou retardada desde que você passe a se alimentar de forma equilibrada, evitando gorduras saturadas e carboidratos refinados (de alto índice glicêmico), faça atividade física regular, pelo menos três vezes por semana, associando exercícios aeróbicos com musculação, cuide de seu bem-estar emocional e procure o auxílio da medicina preventiva.
É fácil e até intuitivo aceitar que se deve comer bem e praticar exercícios, mas e o emocional, o que tem a ver com o envelhecimento?
Hoje em dia se sabe que o stress crônico, muito comum na vida das pessoas, leva a uma ativação exagerada da nossa glândula supra renal que produz excesso do hormônio cortisol. Esse hormônio favorece o ganho de peso, principalmente acúmulo de gordura abdominal e acelera o processo de envelhecimento. Quem é mais jovem? Uma pessoa de 48anos ou uma de 70 anos?
A resposta correta é: depende da idade biológica, ou seja, é possível uma pessoa de 70 anos ter uma idade biológica de 55 anos e vice-versa. São vários os fatores que levam ao envelhecimento patológico e os principais são: dieta incorreta, stress, sedentarismo, estilo de vida inapropriado, desequilíbrio hormonal, desequilíbrio na bioquímica cerebral e formação excessiva de radicais livres.
Que desequilíbrio hormonal é esse? Na realidade, os nossos hormônios não caem porque envelhecemos, mas sim envelhecemos porque os hormônios caem. Daí a importância de se fazer uma avaliação clínica e laboratorial periódica minuciosa com o objetivo de se procurar ajuda médica através de uma modulação hormonal feita de forma criteriosa. Invista na sua idade biológica, pois não basta acrescentar anos à sua vida, mas sim vida a seus anos.
Engana-se quem pensa que freqüentar a academia seja coisa somente para jovens. A cada dia surgem mais e mais pesquisas reforçando o leque de benefícios da atividade física na terceira idade.
Uma simples caminhada já faz grande diferença, podendo ajudar a superar pequenos desafios cotidianos como levantar-se de uma cadeira. Atividades de rotina, como dedicar-se à jardinagem ou uma tranqüila ida à feira também dão sua parcela de contribuição. Os cientistas já constataram que a atividade física também melhora o sistema imunológico, aumenta a força e a resistência.
Uma rotina mais movimentada também é essencial para manter a cabeça em forma, evitando os esquecimentos e as confusões tão comuns com o passar do tempo. Um estudo americano comparou dois grupos de idosos, um de sedentários e o outro que se exercitava regularmente. Ao final de três meses a turma que se exercitou teve um aumento na capacidade de resolver várias tarefas e uma melhora na concentração.
Para tirar todo o proveito da malhação vale investir, ainda, na musculação, que aumenta a força muscular, e nos alongamentos. Isso pode ajudar a combater o declínio do vigor que chega a 30% entre os 50 e 70 anos. Nas mulheres, principalmente, as práticas que desafiam a gravidade são ainda mais importantes: isso porque, com as mudanças hormonais iniciadas na menopausa, elas sofrem um grande desgaste ósseo que pode levar à osteoporose.
Saber envelhecer é mesmo uma arte. Ainda mais numa sociedade que valoriza a eterna juventude, como se a velhice fosse algo a temer ou esconder. Não à toa assistimos a essa profusão de tratamentos e técnicas antiidade. Some-se a isso as dificuldades típicas da passagem dos anos e, de fato, para muitos, esse processo pode se tornar difícil. O primeiro passo é reconhecer as dificuldades do envelhecimento.
Esta é uma etapa de grandes transformações, em que a pessoa começa a sentir desgastes físicos, a ter limitações que antes não tinha, a sofrer perdas - no trabalho, de oportunidades, de pessoas queridas. Os filhos saem de casa. É o último estágio. Por isso é tão difícil aceitar a chegada dessa etapa. Mas de nada adianta querer segurar o processo à força, como se isso fosse possível.
O que pode ser feito sim é preparar-se para que ele seja o mais tranqüilo possível. Hoje, o envelhecimento saudável é um fator que engloba várias funções que culminam com a expectativa de vida alongada. Ele impõe não só boa condição física e mental, como também a inclusão social que lhe permita desempenhar tais funções.
É preciso investir na saúde do corpo, adotando bons hábitos desde cedo para preservar, ao máximo, as funções do organismo. Isso inclui exercícios físicos regulares, que melhoram a qualidade de vida. Após os trinta anos, o corpo humano tende a perder 10% da massa muscular a cada década e a única forma de evitar isso é fazer uso constante dos músculos.
Tão importante quanto preparar o corpo é preparar a cabeça. A participação em grupos é muito importante. Além de inserir-se em equipes de terceira idade, vale fazer cursos, engajar-se em atividades dos mais diversos tipos e se dedicar ao voluntariado. O importante é não deixar a mente envelhecer. A espiritualidade também pode fazer muita diferença na hora de encarar os cabelos brancos. É a hora de devolver para a sociedade tudo o que recebeu. Acima de tudo, é preciso ter objetivos de vida. A terceira idade está conseguindo um espaço em todas as atividades, do trabalho ao lazer. É possível envelhecer com dignidade. Envelhecer é obrigatório, crescer é opcional.

@ SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA @ _ Células-tronco para tratar a osteoartrose


Células-tronco para tratar a osteoartrose
À medida que a expectativa de vida cresce em todo o mundo, graças aos avanços econômicos, científicos e tecnológicos, novas necessidades se apresentam. Doenças causadas pelo desgaste do corpo ao longo dos anos exigem pesquisas e soluções, pois longevidade precisa vir acompanhada de qualidade de vida.
Um desses males é a osteoartrose, processo degenerativo das articulações que incide sobre 85% dos brasileiros acima de 75 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. Nos Estados Unidos, alcança 25% dos americanos acima de 60 anos e 50% a partir dos 80. Uma de suas consequências é a rigidez articular e, consequentemente, a limitação da mobilidade, além da dor causada pelo atrito entre os ossos, uma vez que a cartilagem que reveste suas extremidades vai se desgastando com o uso.
Tecido elástico e flexível, essa cartilagem guarda particularidades que talvez sejam as responsáveis pela dificuldade de regeneração. A inexistência de vasos não permite a chegada de sangue para nutrir o tecido e este, por sua vez, conta com pouca quantidade de células, o que impossibilita a multiplicação para produção de nova cartilagem. Dessa forma, o que foi perdido pelo desgaste não pode ser recuperado, pelo menos por enquanto.
Uma alternativa que vem surgindo é o tratamento com células-tronco, aquelas capazes de se transformar em qualquer tipo de célula e dar origem a diferentes tecidos do corpo. No Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP), um grupo de especialistas vem se dedicando a um estudo pioneiro no país: utilizá-las no tratamento e na reconstrução da cartilagem do joelho.
“Já há a comprovação científica de que têm poder anti-inflamatório. Nosso projeto testa a hipótese de serem usadas para diminuir a inflamação e a degeneração da cartilagem decorrente da osteoartrose”, explica o dr. Mario Ferretti, ortopedista do Programa Einstein de Ortopedia e Reumatologia e médico pesquisador do IIEP.
Primeiros passos
Do laboratório à chegada do tratamento ao paciente há um longo caminho. Os pesquisadores atuam com hipóteses e é preciso testar todas para ter resultados eficazes. O estudo desenvolvido no IIEP está em testes de laboratório com células, o que os pesquisadores chamam de pesquisa in vitro. Dependendo dos resultados, o próximo passo é o estudo em animais, a pesquisa in vivo, e só então os testes em humanos.
“Já conseguimos diferenciar a célula-tronco do cordão umbilical em célula da cartilagem articular, chamada de condrócito. O passo seguinte é verificar diferenças entre condrócitos de homens e mulheres, pois a osteoartrose é mais comum no sexo feminino”, explica o dr. Ferretti.
Segundo o pesquisador, a ideia é que as células-tronco possam diminuir a inflamação articular presente na osteoartrose e também estimular a produção de matriz extracelular, regenerando assim a cartilagem. Embora seja uma doença de difícil tratamento, diante dessa nova possibilidade terapêutica as expectativas são grandes.

@ SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA @ _ Einstein chega a 1500 transplantes pelo SUS


Transplantes: Einstein chega a 1500 transplantes pelo SUS
Hospital comemora e desponta como multiplicador de conhecimento pioneiro entre profissionais de todo o país.
Dezembro de 2009 ficará marcado na história do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) como o mês em que a instituição alcançou a marca de 1500 transplantes de órgãos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). E esse nem é o único motivo de comemoração. Na busca para aumentar a doação de órgãos no país, os programas realizados pelo HIAE têm apresentado resultados melhores do que o esperado.
O Sistema Nacional de Transplante (SNT) subsidia, pelo SUS, mais de 90% dos transplantes realizados no país. O HIAE é, desde 2002 e por iniciativa própria, uma das instituições credenciadas para a realização dessas cirurgias.
Desde então, o Einstein tornou-se responsável pelo maior número de transplantes de fígado da América Latina. Hoje é também um dos principais transplantadores de rim no Brasil e o terceiro maior em transplantes de coração, no estado de São Paulo. “O contrato do HIAE com o SUS faz parte do Programa de Filantropia da instituição. Atingir esse número, de 1500 transplantes, demonstra o sucesso desse programa, criado para ajudar a população e dar acesso às melhores práticas cirúrgicas possíveis”, explica o dr. Ben-Hur Ferraz Neto, gerente médico do Programa Integrado de Transplante de Órgãos do HIAE. “Temos orgulho de contribuir com a sociedade brasileira em área tão nobre da medicina”, afirma o médico.
A partir do momento em que o indivíduo é encaminhado ao HIAE, por médicos de todas as regiões do país, torna-se um paciente do hospital para sempre. O atendimento é realizado desde a primeira avaliação, passando pelo tempo em que fica na lista de espera por um órgão e permanecendo por todo o acompanhamento após o transplante.
“Além disso, os resultados apresentados pelos transplantes no HIAE são mesmo diferenciados. No mínimo, 10% superiores à média em São Paulo. Isso significa que temos 10% mais pacientes transplantados vivos do que a média dos hospitais no estado”, afirma.
Ao todo, o HIAE realiza 12 mil consultas por ano, atendendo pacientes antes e depois do transplante.
Entre os pacientes do HIAE na lista de espera por órgãos - controlada pela Secretaria de Estado da Saúde - 600 esperam por um rim, enquanto 200 esperam por um fígado. Cem pessoas aguardam a chegada de pâncreas e rim (ao mesmo tempo), seis estão à espera de um pulmão e 20, de um novo coração.
De 2002 a 2009, o HIAE realizou 110 transplantes privados e 1500 pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “A demanda, pelo SUS, é muito maior, claro. Afinal, atende pessoas que, sem essa ajuda, não teriam condições de arcar com as despesas de uma cirurgia desse porte e acabariam morrendo”, explica o médico.
O problema da doação
No Brasil, a média do número de doadores de órgãos, em 2009, foi de 8,6 a cada milhão de pessoas. Em países como a Espanha, por exemplo, o número de doadores chega a 40 por cada milhão de cidadãos.
“O ideal para um país como o nosso seria de 20 doadores a cada milhão, por isso investimos em projetos nessa área. Mas felizmente os números estão crescendo. Hoje, são 18 e 23 doadores (por milhão), no estado e na cidade de São Paulo, respectivamente”, afirma o dr. Ben-Hur.
Segundo ele, além da falta de profissionalização dos transplantes no país, a conscientização por parte da sociedade é fundamental para salvar mais indivíduos e melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas.
“É muito importante que as pessoas conversem, em casa, sobre as suas intenções em tornarem-se doadores de órgãos. É melhor que essas conversas aconteçam antes de possíveis problemas”, explica.
No Brasil, culpar exclusivamente a população pelo baixo número de doações é desconhecer a realidade dos hospitais
Geralmente, as pessoas sofrem bastante na hora de decidir se alguém da família, diagnosticado com morte encefálica, pode ser um doador.
Se o assunto tiver sido acordado previamente, fica mais fácil para os familiares entenderem a importância desse ato e liberar a doação dos órgãos, salvando algumas vidas”, conclui.
Além disso, depois da morte, podem ser doados não somente aqueles órgãos conhecidos, como coração, pulmão e rins, mas também ossos, cartilagens e córneas, por exemplo”, explica o médico.
Pela capacidade de suas instalações, o HIAE tem condições de atender a um número ainda maior de transplantes. O que faltam são doadores.
Saindo na frente: capacitação de recursos humanos
Para os profissionais do Einstein, ainda mais importante do que comemorar os 1500 transplantes realizados pelo SUS é manter as suas iniciativas pioneiras na capacitação de profissionais para o aumento da doação de órgãos no país.
Além dos transplantes em si, o HIAE tem trabalhado em diversas frentes com o objetivo de aprimorar o Sistema de Transplantes do Brasil.
Uma delas são os cursos oferecidos pela instituição para profissionais de todo o país, geralmente de forma gratuita, que apresentam as mais novas práticas voltadas para transplantes no mundo.
Uma das ações mais importantes foi a implantação do curso de Pós-Graduação Latu Sensu em Doação, Captação e Transplante de Órgãos e Tecidos, que forma coordenadores intra-hospitalares de transplantes.
O curso tem duração de um ano, é multiprofissional e visa à formação de especialistas na área. “Nosso objetivo é treinar profissionais de todo o país a conhecerem a legislação, o funcionamento do sistema, a ética que deve ser aplicada e as formas possíveis de transformar um paciente com morte encefálica em doador”, explica o Enfermeiro Tadeu Thomé, coordenador de projetos do Programa Integrado de Transplante de Órgãos do HIAE.
Iniciado em 2005, esse programa de pós-graduação já formou 88 alunos. Deles, 78% foram contemplados com bolsas integrais do Instituto Israelita de Responsabilidade Social (IIRS), da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein SBIBAE). Os outros 22% não receberam a bolsa por trabalharem em instituições com vínculos privados.
Outro curso importante voltado a profissionais de saúde de todos os estados brasileiros é o Curso de Simulação Realística em Diagnóstico de Morte Encefálica, Manutenção Hemodinâmica do Potencial Doador e Entrevista Familiar para Doação de Órgãos e Tecidos. São 16 horas de formação teórico-prática e o programa conta com robôs de última geração e atores profissionais, para simularem as práticas do dia-a-dia.
Voltado para médicos e enfermeiros recebeu, em 2009, sete turmas com 233 alunos de 20estados brasileiros. “É satisfatório saber que estamos levando os conhecimentos do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) para todo o Brasil”, afirma Thomé.
Além de todos os cursos terem sido 100% gratuitos para os participantes, os dois últimos aconteceram, pela primeira vez, no Rio de Janeiro e no Recife (PE), fora das instalações do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), em São Paulo. E foram realizados em parceria com o SNT.
Outra opção de treinamento oferecida pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) é o Curso de Extração e Perfusão de Múltiplos Órgãos, já realizado com cinco turmas, também de todo o país.
“Nosso objetivo realmente é levar informação e conhecimento às regiões mais distantes dos centros modernos do Brasil e ajudar a conscientizar as pessoas de todo o país”, afirma.
O curso foi ministrado para 71 profissionais indicados pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), entre médicos, cirurgiões e enfermeiros. Todos receberam bolsas do IIRS e assistiram às 12 horas de aulas no Centro de Experimentação e Treinamento em Cirurgias (CETEC), do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP).
Mais um programa oferecido a profissionais de saúde é o Curso de Complementação Profissional em Hepatologia e Transplante de Fígado. O programa é voltado para médicos de todos os estados, que passam de 12 a 24 meses acompanhando a rotina dos pacientes de transplante de fígado do HIAE e depois voltam para suas cidades, multiplicando o conhecimento adquirido.
Além dos cursos citados acima, o HIAE ainda conta com o Treinamento em Anestesia para Transplantes e com Programas de Estágios e Visitas, oferecidos a profissionais que acompanham a rotina de transplantes da instituição. Nesses programas, o tempo de estágio pode chegar a um mês.
O HIAE está desenvolvendo ações muito importantes para o país. Além de oferecer assistência aos pacientes em todas as etapas, ainda tem a preocupação em aumentar a doação e melhorar o sistema de transplantes brasileiro. Sempre com recursos do IIRS e contando com as parcerias do SNT e da ABTO”, explica o coordenador.
Encontro Nacional das CIHDOTTs
De acordo com normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde, cada hospital deve contar com uma Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT).
A comissão é obrigatória e responsável por viabilizar a doação de órgãos na sua instituição, conversar com as famílias e fazer as notificações necessárias.
Depois da morte, podem ser doados não somente aqueles órgãos conhecidos, como coração, pulmão e rins, mas também ossos, cartilagens e córneas, por exemplo
E como o número de doações no Brasil, embora crescente, ainda é pequeno, o HIAE tornou o seu objetivo em aumentar as doações em um evento surpreendente, o Encontro Nacional das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes.
Já foram realizadas duas edições: a primeira, em novembro de 2008, em São Paulo, e a segunda, em dezembro de 2009, no Rio de Janeiro. Juntas, tiveram participação de mais de 350 profissionais de todo o país. E resultados ainda mais empolgantes do que os profissionais do HIAE, organizadores do evento, poderiam imaginar.
Como fruto do primeiro encontro, foi elaborado e enviado ao SNT um documento consensual chamado “Carta de São Paulo”. Onze meses depois, em outubro de 2009, o órgão emitiu sua nova regulamentação e, para a surpresa dos participantes do evento, muitas das reivindicações da Carta foram contempladas na nova legislação.
O HIAE comemorou a efetividade do encontro e, na segunda edição, realizada na cidade do Rio de Janeiro, com o objetivo de ajudar o sistema de transplantes do estado fluminense, propôs mais uma revisão. Dessa vez, das últimas normas do SNT, na “Carta do Rio de Janeiro”.
Implantação de CIHDOTT
Outra ação do Einstein voltada para o aumento de doações e viabilização de transplantes foi o auxílio que a instituição ofereceu ao Hospital Municipal Moysés Deutsch - M’Boi Mirim, São Paulo, na implantação de sua CIHDOTT.
Contando com a comissão, o hospital passou a contar com inúmeras doações de córneas, múltiplos órgãos e até mesmo com extração de ossos para transplantes.
Com ações como essa, o HIAE, como instituição de saúde de vanguarda, faz com que a doação e o transplante de órgãos, no país, sejam cada vez mais frequentes e profissionalizados.
Projeto NCAP – Notificação e Captação
No Brasil, culpar exclusivamente a população pelo baixo número de doações é desconhecer a realidade dos hospitais. Uma das razões para o fenômeno, que impede o salvamento de mais vidas, é o fato de que muitos profissionais de saúde não notificam o SNT sobre as mortes encefálicas.
“Quando um paciente apresenta morte encefálica, é a hora de uma equipe treinada conversar com a família e transformá-lo em doador. Mas para isso é preciso que os profissionais notifiquem essa situação à Central de Transplantes, preenchendo um protocolo obrigatório, que poucos sabem da sua existência e importância", explica Thomé.
Para minimizar esse problema, o HIAE criou o Projeto NCAP (Notificação e Captação) e solicitou à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo indicação dos hospitais que apresentavam altos índices de morte e baixos índices de doação.
Atualmente, existe um profissional contratado pelo HIAE em quatro hospitais de São Paulo – Hospital Geral de Guarulhos, Complexo Hospitalar de Mandaqui, Conjunto Hospitalar de Sorocaba e Hospital Municipal Moysés Deutsch.
Trabalham em tempo integral nesses hospitais e são responsáveis pela notificação das mortes encefálicas e pela viabilização da doação. Ou seja: conversam e ministram aulas para médicos e enfermeiros, visitam diariamente as UTIs e acompanham o dia-a-dia dos pacientes. Além disso, quando acontecem as mortes encefálicas, notificam à Central de Transplantes, avaliam o potencial doador, conversam com as famílias e recebem as equipes dos outros hospitais em busca dos órgãos doados.
“Com esse projeto, aumentamos em 55% o número de notificações das mortes encefálicas e em 117%, na média, a efetividade das doações nesses hospitais. Um deles chegou a aumentar em 180% o número de doações”, comemora Thomé, um dos coordenadores do projeto.
“Isso prova, sobretudo, que a profissionalização da doação de órgãos, que está sendo proposta com empenho pelo HIAE, traz resultados muito positivos”, afirma.
No total, essas ações citadas tiveram a participação de mais de 950 profissionais de todo o Brasil. Foram treinados e credenciados, de alguma forma, a multiplicar os conhecimentos necessários para aumentar a doação de órgãos no país e diminuir, consequentemente, a mortalidade de pacientes em lista de espera para transplantes.
Com empenho e pioneirismo, o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) não quer perder tempo e pretende ajudar o país a salvar vidas sempre - e cada vez mais.

@ SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA @ _ Nova diretriz americana para rastreamento de câncer de mama


Nova diretriz americana para rastreamento de câncer de mama
No final do ano passado, a Força-Tarefa de Serviços Preventivos do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos propôs uma nova diretriz para o rastreamento de câncer de mama. As mulheres fora do grupo de risco devem começar a realizar a mamografia de rotina a partir dos 50 anos, e não mais aos 40. A periodicidade também mudou. Até os 74 anos, deve ser feita a cada dois anos. A partir daí, anualmente.
A justificativa para o novo protocolo é evitar excesso de exames desnecessários e diminuir o número de erros de diagnósticos. Os médicos responsáveis argumentaram que a nova proposta evitaria o chamado superdiagnóstico, que ocorre quando o câncer de mama é detectado pela mamografia em uma mulher que poderia ter seguido até o fim de sua vida sem ser afetada pela doença.
Mesmo nos Estados Unidos essa normativa foi muito criticada por várias sociedades médicas da área, como a Sociedade Americana de Oncologia, a Sociedade Americana de Radiologia e a Sociedade Americana de Cirurgiões de Câncer de Mama.
Lei brasileira universaliza mamografia aos 40
Para o dr. Silvio Bromberg, mastologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), a nova diretriz não é um modelo a ser implantado em outros países que seguem o padrão de rastreamento a partir dos 40. No Brasil, a Lei Federal nº 11.664, em vigor desde abril de 2009, garante às mulheres a partir dos 40 anos a realização da mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a publicação Estimativa 2010: Incidência de Câncer no Brasil, divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados 49 mil novos casos de câncer de mama para cada 100 mil mulheres. E conclusões de estudos demonstram que o exame diminui cerca de 30% da mortalidade na faixa de mulheres acima dos 50 anos.
O dr. Silvio confirma que fazer o rastreamento a partir dos 40 anos ainda é uma forma segura de salvar mais vidas: “Se adiarmos, vamos arriscar diagnósticos mais avançados aos 50 anos. Em médio e longo prazo, isso significa um aumento da mortalidade nas pacientes nessa faixa etária”, diz.

@ SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA @ _ Tumor no pâncreas é retirado com cirurgia robótica


Tumor no pâncreas é retirado com cirurgia robótica
Na área médica, a busca por tratamentos e procedimentos cada vez mais eficazes e menos invasivos é uma constante. O objetivo é desenvolver técnicas que agridam menos o organismo dos pacientes e proporcionem recuperação e qualidade de vida com maior rapidez. Depois de anos de pesquisas, a equipe de cirurgiões gerais coordenada pelo dr. Antônio Luiz Vasconcellos Macedo realizou no Einstein, em abril, a primeira gastroduodenopancreatectomia (GDP) robótica no Hemisfério Sul.
Esse procedimento, até então feito apenas por um médico nos Estados Unidos, é indicado para pacientes com câncer na cabeça do pâncreas. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), esse tipo de tumor representa 2% de todos os cânceres, no Brasil.
Evolução técnica
A GDP foi desenvolvida na década de 30 pelo médico americano Allen Whipple. Até os anos 80, porém, quando as técnicas começaram a ser aprimoradas, ainda eram altos os índices de mortalidade (óbito após 30 dias do ato cirúrgico) e de morbidade (desenvolvimento de alguma doença pela debilitação do organismo, como pneumonia, além de sangramentos abdominais).
O tempo de permanência na UTI é reduzido e não é preciso fazer transfusão, pois a perda de sangue do paciente é quase nula
De lá para cá, a medicina pesquisa meios de reduzir esses índices e proporcionar maior qualidade de vida e sobrevida aos que sofrem da doença. Em 1992 ocorreu a primeira tentativa de intervenção por laparoscopia – técnica minimamente invasiva, com menor agressão ao organismo, em que uma microcâmera é introduzida na cavidade abdominal do paciente. No entanto, a laparoscopia não conseguia fazer a reconstrução do órgão com a mesma qualidade da cirurgia tradicional.
Segundo o dr. Antônio Luiz Vasconcellos Macedo, com a GDP robótica o paciente se recupera mais rápido. “O tempo de permanência na UTI é reduzido e não é preciso fazer transfusão, pois a perda de sangue do paciente é quase nula. E ainda há menor risco de infecção, uma vez que as cinco pequenas incisões de 11 milímetros cada uma não expõem o organismo. Na cirurgia tradicional, a incisão é de 30 centímetros”, explica o médico.
Outro grande benefício é a precisão que a GDP robótica oferece. São duas câmeras que transmitem imagens em três dimensões, às quais é possível acoplar imagens de ressonância, ultrassom e tomografia. Assim, o cirurgião pode compará-las e buscar o tumor de modo mais ágil e eficiente. Todo o procedimento leva, em média, dez horas.
Primeira paciente
Edna Blaich, farmacêutica e professora de contos para crianças, de 56 anos, descobriu em janeiro de 2009 que estava com um tumor na cabeça do pâncreas e precisaria passar por uma cirurgia. Ela foi a primeira paciente a se submeter a GDP robótica e passa bem em casa. “O dr. Macedo disse que esse tipo de cirurgia com auxílio de um robô seria a mais indicada para o meu caso, pois a recuperação é mais rápida. Toda a equipe e inclusive meu marido, que também é médico, constataram a minha melhora e disseram que a cirurgia foi um sucesso. Por duas semanas tive alimentação parenteral e depois líquida. Estou em casa desde o dia 21 de abril. Não posso fazer esforço, mas já estou comendo comida pastosa. Se tivesse que fazer tudo novamente, escolheria a cirurgia robótica.”

@ SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA @ _Terapia hormonal contra o câncer


Terapia hormonal contra o câncer
Hormonioterapia é o nome dado ao tratamento que se vale de uma interferência na produção dos hormônios ou no efeito destes sobre as células tumorais. Esse tipo de tratamento age em todo o organismo, é recomendado nos casos de câncer de próstata, mama e endométrio, sendo realizado de maneira paralela ou sequencial a outras modalidades de terapia como cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
De forma geral, um tumor é consequência de uma alteração no material genético da célula, que determina sua multiplicação de maneira descontrolada.
Algumas células do corpo humano são dotadas de receptores de hormônios. O que eles fazem? São responsáveis por permitir a ligação dos hormônios que agirão para estimular o crescimento normal dessas células.
Conforme explica o oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), Dr. Rafael Kaliks, quando uma célula cancerígena é dotada de receptores, os hormônios que se associam a eles continuam atuando como estimulantes do crescimento celular; agora, porém, esse crescimento será de células doentes. Em outras palavras, o hormônio age como “soldado do exército inimigo”.
Valendo-se desse conhecimento é que a medicina criou a hormonioterapia, que faz exatamente o processo inverso da doença, ou seja, interfere na produção dos hormônios ou em seu efeito sobre as células, a favor do paciente.
Próstata, mama e endométrio são exemplos de órgãos que dependem dos hormônios sexuais para crescer e funcionar. Por isso, o câncer que se desenvolve a partir das células desses órgãos mantém uma necessidade de alimentar-se dessas substâncias. Os esteroides – também chamados de hormônios sexuais – são produzidos pelos ovários, testículos e pelas glândulas suprarrenais e respondem pelas características sexuais de homens e mulheres. Os principais hormônios femininos são o estrógeno e a progesterona; os masculinos são a testosterona e a diidrotestosterona.
Matando o tumor de fome
Segundo o dr. Kaliks, o tratamento com hormonioterapia pode ser feito de duas formas: “Pode-se diminuir a quantidade de hormônio que está sendo produzida e circulando no organismo ou administrar um hormônio competidor – uma substância que se ligará ao receptor na célula afetada e neutralizará a ação do hormônio natural que estimularia o crescimento do tumor”, explica o médico.
Quando se fala em câncer de mama, se as células tumorais tiverem receptores hormonais presentes em sua superfície, é muito provável que a resposta à hormonioterapia seja boa. O tratamento poderá ser empregado tanto nos casos de controle da doença já disseminada como em pacientes que passaram pela cirurgia e não apresentam mais evidências da doença, mas nas quais se quer reduzir o risco de uma recidiva ou novo tumor – nesse caso, o tratamento é chamado de adjuvante.
Em mulheres que ainda não passaram pela menopausa, a estratégia é diminuir o estrógeno em circulação no organismo (o que pode ser feito pela retirada dos ovários ou sua supressão) ou interferir com o efeito do estrógeno nos receptores, por meio do uso de medicação denominada tamoxifeno, um modulador dos receptores.
Na mama, essa substância age como um bloqueador do receptor, impedindo que os hormônios voltem a estimular a célula cancerígena. O tamoxifeno, no entanto, apresenta efeitos colaterais, entre os quais o risco de trombose.
Resultados positivos
Os especialistas ressaltam que os resultados da terapia hormonal são ainda mais positivos para mulheres que já passaram pela menopausa. Segundo explica o dr. Kaliks, essa população de mulheres tem uma grande presença dos receptores hormonais no tumor, proporcionando maior eficácia da hormonioterapia.
Nas mulheres pós-menopausa, o ovário não está mais ativo e, por isso, a produção de estrógeno se dá somente por meio da atividade de uma proteína chamada de aromatase, presente no tecido gorduroso. É aí que entra o tratamento com os chamados inibidores da aromatase, bloqueando a ação da enzima. Entre os efeitos colaterais dessa classe de medicamentos, está a osteoporose, sendo freqüentes as queixas de dores nas juntas.
Os especialistas ressaltam que os resultados da terapia hormonal são ainda mais positivos para mulheres que já passaram pela menopausa
Os mesmos medicamentos hormonais podem ser indicados em caso de câncer do endométrio. “Nesse tipo de câncer, porém, a hormonioterapia não é utilizada como terapia adjuvante, somente sendo utilizada no caso da doença avançada”, explica o médico. Isso porque o tratamento curativo de pacientes com câncer do endométrio é cirúrgico e inclui a retirada do útero e dos ovários.
Hormônio e câncer de próstata
Entre os tumores mais dependentes da ação dos hormônios, está o câncer de próstata – em mais de 95% dos casos, a célula prolifera devido ao efeito da testosterona. A próstata é uma glândula que faz parte do aparelho reprodutor masculino, com a função de produzir nutrientes para os espermatozóides. Quando a doença está localizada na próstata (sem ter atingido outros órgãos), os procedimentos curativos vão da cirurgia para retirada da próstata ao tratamento com radioterapia para “queimar” o tumor.
A terapia hormonal poderá ser associada à radioterapia e, nesse caso, ser mantida de seis meses a três anos, dependendo do estágio da doença, avaliado pelo patologista.
Nos casos em que o câncer ultrapassa os limites da próstata e se estende a outros órgãos, a hormonioterapia passa a ter um papel predominante. “Quando a doença está disseminada, a hormonioterapia é fundamental para bloquear a ação da testosterona”, esclarece o dr. Kaliks.
A inibição do hormônio pode ser feita por meio de retirada do testículo (com a parada na produção da testosterona) ou pela administração de um bloqueador de receptor de testosterona, como a flutamida ou a bicalutamida. Os efeitos colaterais são significativos: a eliminação da testosterona causa perda da libido e da potência sexual na grande maioria dos pacientes, além de ondas de calor, possíveis alterações no timbre da voz e, em médio e longo prazos, o desenvolvimento de osteoporose.
“No entanto, a simples manipulação hormonal descrita acima pode evitar, por vários anos, a progressão da doença e metástases”, complementa o dr. Kaliks.

@ SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA @ _Da Vinci: aliado dos cirurgiões


Da Vinci: aliado dos cirurgiões
Os pacientes do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) contam agora com o sistema robótico da Vinci para a realização de cirurgias minimamente invasivas.
O resultado dessa inovação, bastante difundida nos Estados Unidos e na Europa e trazida para o Brasil pelo Einstein, é mais segurança para o paciente e rapidez em sua recuperação.
Isso é possível, pois durante a cirurgia, o médico observa o campo operatório em três dimensões, além de não precisar manejar diretamente os órgãos ou realizar procedimentos delicados com suas próprias mãos. Para isso, controla os braços de um robô por meio de uma cabine de comando.
No mundo, são cerca de 600 robôs em operação. "O alto nível de segurança do procedimento e a precisão garantida pelo robô da Vinci traz grandes benefícios aos pacientes, como cortes menores, recuperação rápida, diminuição das dores e complicações pós-cirúrgicas", explica o dr. Ben-Hur Ferraz Neto, cirurgião de fígado e transplantes do Einstein, que participou do treinamento com o robô nos Estados Unidos.
Entre os procedimentos que podem ser realizados com o sistema robótico estão cirurgias cardíacas, torácicas, urológicas, ginecológicas e algumas do aparelho digestivo, como a redução do estômago.
De acordo com o dr. José Roberto Colombo Júnior, urologista do HIAE que passou três anos operando com o sistema na Cleveland Clinic, EUA, o da Vinci reúne os benefícios da cirurgia tradicional aos da laparoscópica – técnica minimamente invasiva, mas que tem algumas limitações, como a visão bidimensional e movimentos limitados e pinças não articuladas, que podem dificultar o trabalho do cirurgião.
Benefícios também para os médicos
Para o cirurgião, as vantagens são sentidas na prática: o sistema robótico tem mecanismos que corrigem o tremor natural das mãos, articulações que proporcionam maior amplitude de movimentos e melhor ergonomia durante o procedimento. Com isso, o médico visualiza, em detalhes, locais a que não chegaria durante um procedimento tradicional ou mesmo laparoscópico.
O robô ainda tem extrema habilidade para movimentos delicados como as suturas ou anastomose – que consiste na união de vasos sanguíneos ou partes de órgãos, como o tubo digestivo –, além de não haver problemas de fadiga ou movimentos involuntários.
Acredito que nos próximos dez anos essa tecnologia se expandirá bastante e muitas cirurgias só serão realizadas com o auxílio do da Vinci
A cirurgia é realizada com braços robóticos, enquanto o cirurgião permanece sentado na cabine de comando, que é capaz de proporcionar visão tridimensional da área que será operada. Os braços robóticos funcionam como extensões dos braços do próprio cirurgião, só que com movimentos altamente precisos. A área operada pode ser ampliada na tela, que também permite ajustes de luminosidade e contraste, contribuindo para identificar, de forma ainda mais precisa, as diferentes camadas de tecido.
"Acredito que nos próximos dez anos essa tecnologia irá se expandir bastante e muitas cirurgias só serão realizadas com o auxílio do da Vinci", afirma o dr. Ben-Hur.

@ SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA @ _Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva


Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva
A cirurgia cardíaca tradicional, em que o tórax do paciente é aberto para que a equipe médica possa restaurar o órgão que bombeia sangue para todo o corpo, sem dúvida tem ótimos resultados. Entretanto, requer pelo menos 40 dias para a recuperação em virtude da necessidade de cicatrização óssea.
A evolução na cirurgia cardíaca
Agora, graças à tecnologia, a incisão de até 25 centímetros está sendo substituída por uma cinco vezes menor. O cirurgião não precisa mais tocar diretamente o coração do paciente e este pode retomar sua rotina em cerca de 10 dias. Todos esses benefícios são obtidos com a inovadora Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva Videoassistida.
O cirurgião não precisa mais tocar diretamente o coração do paciente e este pode retomar sua rotina em cerca de 10 dias
A técnica consiste em uma pequena incisão de cerca de 4 centímetros na região lateral do tórax, pela qual é inserida uma microcâmera que possibilita não só visualizar como restaurar o coração, com a utilização de instrumentos especiais.
“Essa técnica permite uma melhor visualização do órgão, pois vemos o coração através do vídeo de forma ampliada e com maior nitidez”, explica o dr. Robinson Poffo, cirurgião cardíaco e coordenador do Programa de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
Para o paciente, há diversos benefícios, como redução do tempo de internação e recuperação e menores riscos de hemorragias, arritmias e infecções, além do ganho estético.
O dr. Poffo já operou cerca de 200 pacientes pelo novo método, com diagnósticos como problemas das válvulas cardíacas, arritmias e algumas cardiopatias congênitas, além de casos selecionados de insuficiência coronariana que necessitam de pontes de safena.
Técnica inovadora
É um procedimento inédito no mundo e muito interessante, porque a cicatriz é mínima
Utilizada há mais de dez anos na Europa e nos Estados Unidos, a Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva Videoassistida chegou ao Brasil em 2006, trazida pelo dr. Robinson Poffo. A diferença é que aqui o médico deu um passo à frente: o acesso ao coração é feito pelo mamilo, tanto em homens quanto em mulheres, com a mesma técnica utilizada nas cirurgias plásticas.
“É um procedimento inédito no mundo e muito interessante, porque a cicatriz é mínima”, diz dr. Poffo. Por essa razão, é acompanhado também por um cirurgião plástico.
Assim como em diversas especialidades, a técnica minimamente invasiva videoassistida tornou-se uma tendência também na cardiologia.
O próximo passo é a inclusão da robótica nesse tipo de procedimento, que permitirá ao cirurgião operar o paciente através de equipamentos como o sistema robótico da Vinci, já disponível no Einstein

@ SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA @ _Einstein é pioneiro na utilização do Aquilion One


Einstein é pioneiro na utilização do Aquilion One
Equipamento de última geração, que reduz o tempo do exame e demanda menos radiação, é utilizado nos principais hospitais do mundo e o primeiro a chegar ao país
Os clientes do Einstein são um dos pouquíssimos no país a desfrutar da mais moderna tecnologia em tomografia computadorizada do mundo. Referência na apresentação de soluções inovadoras, a instituição trouxe para o Brasil um novo modelo de equipamento capaz de realizar estudos mais precisos, com exames mais rápidos e mínima exposição à radiação possível.
É o primeiro tomógrafo dessa geração a chegar à América do Sul
O tomógrafo helicoidal multidetectores Aquilion One é produzido pela gigante de tecnologia japonesa Toshiba e foi lançado em novembro de 2007 no Congresso da Sociedade de Radiologia da América do Norte (RSNA). É o primeiro dessa geração a chegar à América do Sul.
"Nos equipamentos de tomografia atuais, em cada rotação do tubo de raios X obtínhamos apenas 64 imagens do órgão. Com o novo tomógrafo, em uma única rotação do tubo, a aquisição será de 320 imagens, sendo possível cobrir toda a área de um coração, por exemplo," explica o Dr. Fernando Kay, radiologista do Departamento de Imagem da Medicina Diagnóstica Einstein.
Exames realizados pelo aparelho são, de fato, uma oportunidade exclusiva oferecida pelos principais hospitais do mundo, já que poucos dispõem do equipamento.
A nova solução é capaz de realizar estudos dinâmicos e oferece ao cliente uma experiência mais rápida e precisa. Os 320 detectores de alta resolução, com 0,5mm de espessura cada, permitem o estudo completo do órgão em apenas uma rotação, reduzindo significativamente o tempo do exame.
Com a nova tecnologia, a aquisição de imagens tomográficas, passa ser inferior a um segundo. Reduzindo-se o tempo, as doses de radiação e de meio de contraste (líquido injetado no sangue para possibilitar a visualização) também são reduzidas.
Em uma tomografia coronária, por exemplo, a dose de radiação poderá ser reduzida para até 1/6 da utilizada nas tomografias coronárias convencionais. Já a dosagem de meio de contraste chegará a ser reduzida para até 1/3 da utilizada nos tomógrafos comuns.
Com o novo tomógrafo, em uma única rotação do tubo, a aquisição será de 320 imagens, sendo possível cobrir toda a área de um coração, por exemplo
Além dos benefícios citados, o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), em parceria com diversos centros cardiológicos mundiais e com a Johns Hopkins University, uma das mais importantes universidades de Medicina dos Estados Unidos, está desenvolvendo vários protocolos de pesquisas para confirmar cientificamente outros benefícios oferecidos pela utilização dessa nova tecnologia.
Com o novo tomógrafo, em uma única rotação do tubo, a aquisição será de 320 imagens, sendo possível cobrir toda a área de um coração
O objetivo do Einstein é sempre oferecer aos clientes as mais modernas soluções médicas do mundo. O Aquilion One começou a ser utilizado em julho de 2009 e os profissionais responsáveis pelos estudos realizados com o novo tomógrafo passaram por treinamentos específicos de tomografia computadorizada na Johns Hopkins University.

@ SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA @ _Desvendando a doença de Alzheimer


Desvendando a doença de Alzheimer
Um dos grandes desafios da neurologia é diagnosticar o mais cedo possível as alterações no cérebro que podem indicar o início do Alzheimer – uma degeneração cerebral que atinge cerca de 3% da população com idade entre 65 e 74 anos.
“O único fator de risco conhecido para seu desenvolvimento é a idade: acima de 60 anos, a probabilidade é maior e, a cada cinco anos, dobra”, relata o dr. Ivan Hideyo Okamoto, neurologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
O único fator de risco conhecido para seu desenvolvimento é a idade: acima de 60 anos, a probabilidade é maior e, a cada cinco anos, dobra
Todos os anos, no dia 21 de setembro, no mundo inteiro, acontecem atividades com a finalidade de reunir as pessoas que, de alguma maneira sejam afetadas por Alzheimer e outras demências e despertar na sociedade, de um modo geral, maior interesse e conhecimento sobre o problema.
A doença de Alzheimer (DA) tem por característica o desligamento progressivo e irreversível de funções cerebrais, como as intelectuais, de memória, de raciocínio, do pensamento, além de alterações de comportamento. Esse desligamento ocorre pela morte dos neurônios – células que constituem o cérebro.
Os principais sintomas são:
perda gradual da memória
declínio no desempenho de tarefas cotidianas
diminuição do senso crítico
desorientação de tempo e espaço
mudança na personalidade
dificuldade no aprendizado e na comunicação
Descoberta valiosa
Até agora o diagnóstico tem sido feito, na maioria dos casos, numa fase avançada e o tratamento ainda é pouco eficiente. Mas há boas chances de mudanças nesse cenário.
De acordo com artigo publicado na revista científica Neuropathology and Applied Neurobiology em novembro de 2008, pesquisadores brasileiros da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em parceria com cientistas de universidades alemãs, acreditam ter identificado a primeira região do cérebro – o tronco cerebral – que apresenta uma das lesões características do Alzheimer, chamada de emaranhados neurofibrilares.
O estudo, divulgado na mesma época do ano passado, também na revista Pesquisa Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), pode ser o pontapé inicial para a descoberta das causas dessa grande incógnita para a ciência, desde sua identificação pelo neurologista alemão Alois Alzheimer, em 1909. De acordo com o dr. Okamoto, a pesquisa contribui para melhor compreensão do problema.
Até agora o diagnóstico tem sido feito, na maioria dos casos, numa fase avançada e o tratamento ainda é pouco eficiente. Mas há boas chances de mudanças nesse cenário
A busca agora é encontrar o marcador biológico do Alzheimer e identificar pessoas que possam correr maior risco de desenvolvê-lo. Desse modo, aumenta a possibilidade de utilizar medicamentos específicos antes que ocorra a morte neuronal.
Atualmente, o que a medicina sabe é que os neurônios morrem pelo acúmulo de duas proteínas: a beta-amiloide, que age entre os neurônios, e a tau, dentro deles. O motivo, porém, ainda é desconhecido. O diferencial do novo estudo é a afirmação dos pesquisadores de que o Alzheimer começa no núcleo dorsal da rafe – neurônios localizados no tronco cerebral –, e não no córtex, o centro de processamento de informações e armazenamento da memória, como era defendido pela medicina até então.
O trabalho de brasileiros e alemães deu-se pela autópsia de 118 pessoas que morreram com idade média de 75 anos e, possivelmente, teriam sofrido do mal. Em oito casos os cientistas constataram a existência de lesões no núcleo dorsal da rafe, embora não apresentassem emaranhados em nenhuma outra parte do cérebro. As mesmas lesões foram encontradas em 80 casos em que também havia ao menos um emaranhado no córtex transentorrinal – região apontada anteriormente como a primeira a ser afetada pela doença.
A busca agora é encontrar o marcador biológico do Alzheimer e identificar pessoas que possam correr maior risco de desenvolvê-lo. Desse modo, aumenta a possibilidade de utilizar medicações específicas antes que ocorra a morte neuronal.
Muitos estudos ainda deverão ser feitos para a confirmação da pesquisa. A possibilidade de que o Alzheimer tenha início no tronco cerebral e se espalhe para áreas do córtex, se efetivamente comprovada, abrirá caminhos para a busca de tratamentos capazes de diminuir seu desenvolvimento ainda em estágio inicial.
“Isso muda um pouco o foco da pesquisa e, consequentemente, do tratamento. O fato agora não é mais compensar os neurotransmissores com medicamentos, mas sim identificar cada vez mais cedo pessoas saudáveis que possam ter fatores de riscos para desenvolver o problema”, afirma o dr. Ivan.
Segundo o neurologista, a região do tronco cerebral não era até então muito investigada pela ciência. Isso significa que, se antes a medicina estava agindo especificamente no tratamento do Alzheimer, atualmente começa a haver a possibilidade de intervir na doença, para, por exemplo, conseguir um diagnóstico precoce.
Pesquisa no Einstein
Segundo o dr. Edson Amaro, do Instituto do Cérebro do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP), os estudos relacionados ao Alzheimer devem começar em breve, entre eles o de neuroimagem em idosos. O primeiro passo é captação de voluntários. O Instituito pretende trabalhar com diferentes grupos de população da terceira idade: os que não sofrem da doença, os que apresentam alterações cognitivas leves e aqueles que têm o diagnóstico estabelecido. A análise será feita por meio da imagem cerebral captada ao longo dos anos.
Já no meio acadêmico, há pesquisas clínicas recentes realizadas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com testes de medicações para impedir a formação do beta-amiloide e da proteína tau antes que o neurônio morra.
De acordo com o dr. Okamoto, o próximo passo é buscar pessoas que não apresentam sintomas da demência, mas tenham grandes probabilidades de desenvolvê-la, a fim de tentar tratá-las mais precocemente com medicações existentes no mercado. O neurologista afirma, porém, que tanto sua identificação em estágio inicial como o tratamento eficiente para pessoas com diagnóstico positivo vão ocorrer de forma mais concreta daqui a 10 ou 20 anos.
Apesar dos avanços nas pesquisas, os especialistas ainda terão muito trabalho até alcançar o principal objetivo: desvendar a complexidade do Alzheimer.

@ SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA @ _Pesquisas em Parkinson


Pesquisas em Parkinson
De forma gradativa, os tremores involuntários nas pernas ou nos braços começam a se intensificar. O andar torna-se cada vez mais lento e os movimentos, rígidos. Abotoar a camisa pode ser uma tarefa bem trabalhosa.
Pessoas com esses sintomas apresentam grau avançado da doença de Parkinson, a segunda das enfermidades neurológicas mais freqüentes e que, só no Brasil, atinge aproximadamente 220 mil pessoas.
O grande número de pacientes concentra-se na faixa dos 60 aos 65 anos, mas o diagnóstico pode ser feito bem antes, como é o caso do ator canadense Michael J. Fox, que soube que era portador aos 30 anos, em 1991. Conhecido por participar da trilogia “De Volta para o Futuro”, o ator deixou o cinema e a TV sete anos depois de receber o diagnóstico, quando o revelou à imprensa. Agora, dedica-se a divulgar informações sobre o problema na Michael J. Fox Foundation for Parkinson’s Research.
Embora ainda não se possa falar em cura quando o assunto é Parkinson, alternativas e descobertas recentes trazem mais qualidade de vida aos pacientes. “Com o avançar das pesquisas, estamos com boas possibilidades de melhora”, afirma o dr. Luiz Augusto Franco de Andrade, coordenador científico dos projetos de pesquisa em Parkinson do Instituto do Cérebro, do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP).
Primeiros sinais
A degeneração celular que provoca os sintomas de Parkinson ocorre em uma região do cérebro chamada substância negra. Ali é processada a dopamina, neurotransmissor responsável por transportar os estímulos que garantem os movimentos ao corpo todo. Nos portadores de Parkinson, a quantidade de dopamina diminui, o que afeta diretamente os movimentos.
Por se tratar de uma doença degenerativa cerebral, os sintomas se iniciam de forma sutil e lenta e progridem com o passar do tempo. Tremores, rigidez muscular e lentidão de movimentos, dificuldade para executar de modo rápido tarefas repetitivas, sensação de aumento da fadiga, alterações posturais, na fala, na escrita e na deglutição podem se manifestar individualmente ou de forma combinada, tanto no início da doença quanto ao longo dos anos. Quando não há tratamento ou diagnóstico, os sintomas tendem a piorar com o progresso da doença.
Diagnóstico: essencialmente clínico
Exames como ressonância magnética, tomografia ou eletroencefalograma não são capazes de comprovar um caso de Parkinson. “Não há marcadores biológicos para o problema. O diagnóstico é absolutamente clínico”, afirma o dr. Franco de Andrade.
Até 20% dos pacientes têm aspectos genéticos, mas isso não é uma regra
Quando há familiares de primeiro grau – pais ou irmãos – que apresentaram a doença, existe a possibilidade de um quadro familiar. “Até 20% dos pacientes têm aspectos genéticos, mas isso não é uma regra”, ressalta o neurologista. E nem toda doença genética é familiar; portanto, cada paciente que apresenta os sintomas é avaliado de forma individualizada. Isso porque os sintomas são os mesmos para um grupo de doenças degenerativas do sistema nervoso central, chamadas síndromes parkinsonianas. Há casos em que é necessário que o neurologista observe o paciente por um longo período – cuja duração é variável -para estabelecer o diagnóstico preciso.
Tratamento multidisciplinar
O objetivo dos medicamentos é garantir a melhora na qualidade de vida dos pacientes. A principal medicação é a levodopa, que é precursora da dopamina. O cérebro capta do sangue essa substância e a transforma em dopamina. Também é importante o grupo de agonistas dopaminérgicos, substâncias sintéticas que funcionam no organismo como se fossem a própria dopamina produzida no cérebro. Com a progressão dos sintomas, a dose da medicação é aumentada para garantir os efeitos.
Pessoas que apresentem movimentos involuntários insistentes são as maiores candidatas à cirurgia
Existe a possibilidade de serem realizadas cirurgias, mas para casos específicos, como em pacientes que, embora usem a levodopa, apresentam sintomas anormais causados pela substância. “Por exemplo, numa hora está se sentindo bem, na outra não. Pessoas que apresentem movimentos involuntários insistentes são as maiores candidatas à cirurgia, indicada para menos de 5% dos pacientes”, conta o dr. Franco.
Além dos medicamentos, é preciso investir na reabilitação. Para isso, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos vão propor dicas para que eles aprendam a lidar com suas limitações.
Pesquisas: resultados promissores
O Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein concentra várias pesquisas em Parkinson. As quatro principais frentes se ocupam de estudos genéticos, imagens moleculares, ressonância magnética funcional e cirurgia de DBS (Deep Brain Stimulation). De acordo com o dr. Franco de Andrade, quanto mais avançam as pesquisas, mais os resultados se mostram promissores. “Essas frentes de pesquisa começaram em tempos diferentes. Agora iniciamos o cruzamento de dados e estamos satisfeitos com as possibilidades de melhora para os pacientes”, avalia.
Estudos genéticos
Com pouco mais de 120 pacientes estudados, essa linha de pesquisa tem por objetivo encontrar nos genes indícios da doença que possam ajudar no diagnóstico. A equipe do Einstein tem publicado diversos trabalhos e estudos científicos em revistas internacionais, como a Movement Disorders, específica sobre Parkinson.
Imagens moleculares
Analisam os pacientes do ponto de vista neuropsicológico. Esses estudos permitem estudar o transportador de dopamina nos pacientes e podem ajudar no diagnóstico precoce da doença.
Ressonância magnética funcional
Com aproximadamente 60 pacientes estudados, os pesquisadores podem identificar que áreas do cérebro correspondem a determinados movimentos. Isso possibilita mapear as atividades cerebrais dos portadores de Parkinson, além de colaborar com o estudo da linguagem, uma das funções que se debilitam com o avançar do problema.
Cirurgia de DBS (Deep Brain Stimulation)
Como se houvesse um marcapasso implantado no cérebro, o objetivo é que os eletrodos controlem as regiões que ocasionam os tremores.

@ SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA @ _ Choque contra a dor


Choque contra a dor
Imagine a sensação de uma pessoa que sofre de tendinite crônica ao levantar o braço para alcançar um objeto. Há quem chegue a limitar movimentos para não sentir o incômodo. Conviver com uma dor crônica não é nada simples, e a medicina tem buscado alternativas para combater essa sensação.
Uma dessas terapias de combate à dor está sendo bastante aplicada na Europa e nos Estados Unidos e utiliza princípios da física para acabar de vez com o problema. Trata-se da terapia por ondas de choque, que chegou em dezembro de 2008 ao Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). “O objetivo desse tratamento é terminar com a inflamação e, por consequência, com a dor de forma definitiva”, explica o dr. Paulo Roberto Dias dos Santos, ortopedista e responsável pela terapia por ondas de choque no HIAE.
Utilizada inicialmente no tratamento de cálculos renais, a terapia por ondas de choque mostrou sua eficácia para eliminar lesões crônicas do sistema musculoesquelético há mais de uma década. É indicada principalmente para tratar tendinite patelar, de ombro, de cotovelo e de calcanhar, inflamação da planta do pé (fascite plantar), bursite no quadril (troncatérica) e pseudoatrose, que é a falta de união óssea após fratura ou cirurgia ortopédica, além dos casos de dificuldade na recuperação de fraturas.
O tratamento utiliza ondas acústicas de alta energia para atingir o local do corpo em que está o problema. Em geral, apenas uma aplicação é suficiente. É uma técnica não invasiva, realizada com anestesia local, e o procedimento dura menos de 30 minutos.
O aparelho emite uma onda com energia e intensidade variáveis – de acordo com a extensão e a gravidade do problema –, enviada diretamente à região a ser tratada: pés, ombros, quadril ou joelhos, por exemplo. A onda atravessa a pele e os músculos e chega aos ossos. Dessa forma, provoca estímulos que eliminam a dor, os pontos de calcificação ou os de degeneração.
O tratamento utiliza ondas acústicas de alta energia para atingir o local do corpo em que está o problema.
Ao estimular a região, as ondas podem causar a fragmentação de calcificações em tendões ou partes moles. Também têm ação analgésica, estimulando a produção de enzimas que aliviam a dor. Uma das ações mais importantes dessa terapia é a formação de novos vasos sanguíneos, que melhora a circulação nas regiões afetadas. “Isso aumenta a irrigação sanguínea, o que acelera o processo de melhora”, explica o dr. Paulo Roberto.
Casos de dores crônicas, há mais de três meses sem melhora com medicamentos ou fisioterapia, podem ter a indicação para o tratamento por ondas de choque.
Entretanto, a avaliação do ortopedista é fundamental em cada caso para o diagnóstico e a confirmação de que a terapia é adequada. “A indicação clínica correta é responsável por boa parte do sucesso do tratamento”, enfatiza o ortopedista.
Nem todos, porém, podem ser tratados com essa terapia, que é contraindicada a gestantes e crianças e a quem toma anticoagulante, pois há risco de sangramento.

@ SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA @ _Nova intervenção cardíaca por cateterismo


Nova intervenção cardíaca por cateterismo
Quando se fala em cirurgia cardíaca, uma das imagens que vem à cabeça é a do paciente com tórax aberto por muitas horas e médicos com bisturis em punho.
Realmente, esse é um método bastante utilizado em pacientes com problemas graves na valva aórtica. Mas, o que pode ser feito quando o paciente está frágil e pode não resistir à cirurgia tradicional?
Uma opção disponível seria a valvoplastia, que consiste apenas na dilatação da valva obstruída por meio de cateter balão. Em geral, a valva volta a ficar obstruída após quatro a seis meses, perdendo o efeito do tratamento.
Felizmente, foi criada uma nova forma de tratamento do problema: o implante percutâneo da valva aórtica. Nessa nova técnica, após a dilatação da valva é colocada uma valva artificial feita de pericárdio bovino e que se encontra no interior de um stent, feito de uma liga de metal chamada Nitinol.
O procedimento é minimamente invasivo e indicado nos casos de pacientes com estenose aórtica crítica – estreitamento da valva aórtica, responsável pelo controle do fluxo de sangue ejetado pelo coração. Com menor fluxo de sangue, os pacientes apresentam sintomas como desmaios, angina e insuficiência cardíaca. Os maiores beneficiados são pacientes idosos e aqueles considerados de alto risco para as cirurgias convencionais, por serem propensos a complicações pós-operatórias.
Apesar de o problema ser grave, o novo tratamento é bem mais simples que a cirurgia tradicional, sendo realizado fora do centro cirúrgico, em um laboratório de hemodinâmica onde são realizados os cateterismos cardíacos. A valva artificial segue por meio de um cateter introduzido na virilha do paciente. O cateter é conduzido, através dos vasos sanguíneos, até o coração.
Inovação
O Einstein foi o primeiro hospital da América Latina a contar com essa tecnologia.
Os dois primeiros implantes percutâneos da valva aórtica foram realizados em 29 de janeiro de 2008, pela Equipe de Cardiologia Intervencionista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), liderada pelo Dr. Marco Antonio Perin, acompanhada pelo Dr. Eberhard Grube, referência mundial nesse procedimento e que recentemente passou a integrar a equipe de pesquisadores da instituição.
Os procedimentos foram bem sucedidos e os pacientes fazem parte de um projeto de pesquisa desenvolvido no Einstein com apoio do seu Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP).
O Einstein foi o primeiro hospital da América Latina a contar com essa tecnologia.
A tecnologia foi desenvolvida e já é comercializada na Europa como alternativa para os casos de grande risco cirúrgico. O produto obteve o registro na Anvisa para comercialização no Brasil o que permite que a técnica esteja disponível como opção de tratamento.
Vantagens para o paciente
Por ser um procedimento minimamente invasivo – com cortes que variam de 0,5 a 1,5 centímetros – é menos agressivo. O procedimento é realizado em cerca de uma hora, com o paciente sedado. O paciente recebe alta em três ou quatro dias.

@ SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA @ _ Seus movimentos 3D


Seus movimentos 3D
Caminhar é um ato – muitas vezes – mecânico. É possível falar ao celular enquanto se caminha, conversa com um amigo, olha as vitrines ou presta atenção nos carros. Parece simples, mas na verdade um passo envolve várias partes do corpo: braços, pernas, tronco, cabeça, músculos e sistema nervoso central.
Para quem sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e ficou com sequelas que impossibilitam alguns movimentos, a caminhada pode ser bem mais complexa do que parece. Para desvendar essas barreiras e trazer mais qualidade de vida àqueles com dificuldades motoras, pesquisadores do mundo todo estudam os movimentos do corpo durante a locomoção. Após avaliar as melhores práticas, o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) inaugurou, em outubro de 2008, o Laboratório de Estudo do Movimento Einstein (LEME), o primeiro desse tipo em hospital privado no Brasil.
Os dados levantados no laboratório são importantes para garantir o tratamento eficaz de pessoas que apresentam dificuldades geradas por distúrbios neuromusculares, como paralisia cerebral, acidente vascular cerebral (AVC) e traumatismo crânio-encefálico, por exemplo. O diferencial do laboratório é seu trabalho inicial: a análise de marcha. “As características de marcha são medidas; as anormalidades, identificadas; as causas, diagnosticadas; e os tratamentos, propostos. O estudo identifica os mecanismos de distúrbio de marcha que não podem ser documentados pelo exame físico e pela análise clínica”, explica o dr. Marcelo Saad, médico fisiatra do Centro de Reabilitação do HIAE.
E como isso acontece? Com o uso dos equipamentos do laboratório, é possível visualizar, de forma exata, cada ação e reação do corpo durante a caminhada. Só para se ter uma ideia: no exame é feita a filmagem do movimento com câmeras de infravermelho que captam cada movimento para compor imagens do paciente em três dimensões. São essas imagens que reproduzirão o movimento virtualmente e mostrarão aos especialistas onde estão as dificuldades na locomoção.
Análise minuciosa
O LEME faz parte do Centro de Reabilitação do HIAE e ocupa uma área de 150 metros quadrados na Unidade Morumbi. O laboratório iniciou suas atividades com os exames de marcha e a próxima etapa é fazer a análise de cada movimento do corpo. Em uma pista de 10 metros, os pacientes caminham com eletrodos conectados à pele. O sistema utilizado para capturar os movimentos é chamado Vicon, um aparato complexo que utiliza princípios de física e de computação gráfica. O estudo é realizado em três áreas:
Cinemática
Estudo do movimento em si. As dez câmeras de vídeo enviam as imagens ao computador, que reconstrói um modelo tridimensional do movimento do paciente.
Cinética
Análise das forças que geram o movimento. Duas plataformas no solo enviam ao mesmo computador informações das forças de alavanca que as articulações do paciente fazem ao pisar sobre as mesmas.
Eletromiografia
Estudo das ações musculares durante o movimento. Eletrodos na pele mostram o instante em que cada músculo é ativado e desativado, o que deve acontecer para gerar um movimento harmônico.
Esses dados são reunidos e analisados por médicos, fisioterapeutas e um engenheiro mecânico – todos especialistas com amplo conhecimento sobre biomecânica, marcha normal e marcha patológica. A pessoa precisa dar dez passos consecutivos – com ou sem assistência –, ter no mínimo 4 anos de idade, ser capaz de seguir ordens simples e tolerar a colocação de marcadores (pequenas esferas colocadas em pontos do corpo) que, junto com os eletrodos, são colocadas como adesivos na pele e permitem que os movimentos sejam reproduzidos em 3D no computador.
Benefícios
Além de esclarecer a causa da alteração da marcha, os dados avaliados no LEME demonstram a severidade ou a extensão da lesão e dão, aos especialistas, maior embasamento para sugerir tratamentos diferenciados e monitorar o progresso das terapias realizadas.
“Quando comparada à análise visual realizada em consultas, a avaliação tridimensional permite que o médico faça o diagnóstico de forma mais precisa. O objetivo do exame é ajudar na decisão terapêutica para pacientes com problemas complexos de marcha”, explica o dr. Saad. “Com a ajuda da tecnologia do LEME, os tratamentos decididos com base em dados objetivos podem gerar resultados muito melhores.”
O Laboratório de Estudo do Movimento funciona diariamente e tem capacidade para atender até quatro pacientes por dia, devido à complexidade do exame. Os pacientes são encaminhados por seus médicos quando estes precisam de mais informações sobre o problema de marcha.

@ SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA @ _ AVC: diagnóstico rápido é fundamental


AVC: diagnóstico rápido é fundamental
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, é a terceira causa de morte no mundo e a segunda no Brasil, perdendo apenas para o infarto agudo do miocárdio, de acordo com a Enfermeira Tânia Oliveira Lopes, do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
Durante o inverno, há uma tendência para aumento dos casos. Isso acontece porque, no frio, os vasos sanguíneos se contraem e a circulação pode ficar comprometida. Além da vasoconstrição, os alimentos mais gordurosos e calóricos – consumidos principalmente nos dias frios – contribuem para o espessamento do sangue e entupimento das veias, dificultando a circulação sanguínea. Uma combinação perigosa que aumenta o risco de AVC.
O AVC tem a mesma urgência de atendimento que o infarto
Apesar dos números alarmantes, os medicamentos e tratamentos estão cada vez mais eficientes. E se o diagnóstico e o primeiro atendimento forem feitos com rapidez, as chances de o paciente sair ileso são grandes. Os especialistas recomendam prestar atenção aos sintomas. “O AVC tem a mesma urgência de atendimento que o infarto”, alerta a Enfermeira Tânia.
Como ocorre
O Acidente Vascular Cerebral pode ser isquêmico ou hemorrágico. No caso do AVC isquêmico, há falta de circulação sanguínea numa área do cérebro. Uma ou mais artérias são obstruídas por um coágulo ou placas de gordura que se aglomeraram ao longo da vida. Essas placas se rompem e as partículas podem causar uma inflamação local. É mais frequente em idosos, a partir dos 60 anos, que tenham hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado e nos fumantes.
Já o hemorrágico, é causado pelo rompimento de uma artéria ou vaso sanguíneo. Os principais fatores são a hipertensão arterial e aneurismas cerebrais (espécie de bexiga que se forma ao redor de artérias enfraquecidas). Pode ocorrer em pessoas mais jovens e nos casos de traumatismo craniano. Não está relacionado necessariamente aos fatores de risco.
Fatores de risco
É possível manter todos os fatores de risco para o AVC sob controle, com exceção da idade e da herança genética. A hipertensão arterial é a principal causa de AVC. “Os hipertensos devem tomar cuidado porque há casos em que a pressão é tão elevada que pode romper um vaso e causar AVC hemorrágico”, explica Tânia. Outros vilões são o diabetes e o tabagismo. A obesidade, o sedentarismo e o consumo excessivo de álcool também estão na lista de perigo.
Ao manter uma alimentação balanceada e hábitos saudáveis como uma caminhada diária, a cessação do tabagismo e do consumo de álcool, já é possível diminuir o risco de AVC. Para completar a prevenção é preciso controlar rigorosamente a hipertensão arterial e o nível de colesterol.
Atenção aos sinais
Quanto mais rápido for o diagnóstico de AVC, maiores são as chances de amenizar as sequelas, uma vez que não é possível interromper o derrame.
Os principais sintomas são:
Fraqueza de um lado do corpo
Dificuldade súbita em falar, andar ou na visão
Dor de cabeça intensa
Além desses sintomas, outros podem ocorrer devido à área do cérebro que foi atingida. Alguns são até imperceptíveis ou passageiros como pequenas alterações na fala ou leve dormência de um braço. Mas, independentemente da intensidade e do tempo que estiveram presentes, só a avaliação médica pode descartar a suspeita de AVC.
Atendimento diferenciado
O Hospital Israelita Albert Einstein é referência no diagnóstico e tratamento de AVC. Um dos procedimentos preconizados internacionalmente é a monitoração do tempo entre a chegada do paciente à Unidade de Primeiro Atendimento e a realização da tomografia computadorizada, que indica ao médico o tratamento mais adequado para o AVC.
“Nosso tempo é de, no máximo, 45 minutos. Trata-se de um intervalo que segue os padrões mundiais”, explica a enfermeira Tânia. O paciente que recebe atendimento médico até 3 horas depois do início dos sintomas pode ter as sequelas amenizadas. Para os que não buscaram atendimento nesse período, os riscos são maiores.
Além do atendimento diferenciado e ágil, o hospital disponibiliza uma equipe de neurologia 24 horas por dia, sete dias por semana. Também conta com profissionais especializados para o atendimento de pacientes neurológicos, que são acionados por meio de um código, em casos de suspeita de AVC na Unidade de Primeiro Atendimento. Quando há sequelas, uma equipe de fisioterapeutas e fonoaudiólogos está treinada para atuar na reabilitação dos pacientes

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Einstein é o mais ágil no atendimento ao AVC
Em média 35 minutos é o tempo entre a chegada de um paciente no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) com suspeita de acidente vascular cerebral – mais conhecido como derrame – e o diagnóstico que confirma ou descarta essa possibilidade. A recomendação internacional é de no máximo 45 minutos.
Esse tempo recorde rendeu ao Centro de Atendimento ao Paciente com AVC do HIAE a primeira certificação internacional da América Latina, a Disease Specific Certification, para a área de neurologia em doenças cerebrovasculares. O certificado funciona como um selo de qualidade, reconhecido mundialmente e é conferido pela Joint Commission International, renomada entidade mundial que há mais de 50 anos atua na acreditação de serviços de saúde.
Detalhes que fazem a diferença
Uma série de diferenciais torna o Einstein o primeiro hospital da América Latina, e terceiro no mundo, a ser centro de referência para diagnóstico e tratamento de derrames. A começar pela Unidade de Primeiro Atendimento (UPA), que conta com uma equipe de médicos neurologistas, de plantão 24 horas, capacitados para o tratamento inicial de casos de AVC. Outra equipe, composta por neurologistas e neurocirurgiões, é responsável pela assistência durante a internação.
“O AVC representa uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Com a certificação passamos a ser um centro de referência”, explica a Enfermeira Tânia Oliveira Lopes, que era a case manager da Neurologia, na época da certificação. Ela era a responsável por assistir a cada um dos casos de suspeita de AVC e acompanhar a evolução dos pacientes, desde sua chegada até o momento da alta hospitalar, além de colaborar para o esclarecimento dos pacientes e para o desenvolvimento dos profissionais envolvidos nesse processo.
O AVC representa uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Com a certificação passamos a ser um centro de referência
Para chegar a esse tempo recorde, que garante o tratamento adequado e diminui a possibilidade de sequelas, foi preciso muito trabalho da equipe de Neurologia. Desde sua criação em 2004, o Centro de Atendimento ao Paciente com AVC é pautado por processos e estruturas que se enquadram nas recomendações de importantes instituições nacionais e internacionais: Joint Commission, American Stroke Association e Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares.
Atendimento ágil, menos sequelas
Na Unidade de Primeiro Atendimento, quando há um paciente com suspeita de AVC, é acionada uma tecla para disparo do código de identificação da doença, o COD AVC. “Esse código representa o elo de comunicação entre pessoas de áreas envolvidas no rápido diagnóstico, proporcionando a escolha de um tratamento adequado para cada paciente, sem perda de tempo”, explica a enfermeira. Ou seja, médicos de várias especialidades são avisados de que o paciente está no hospital. Graças a esse código o HIAE conseguiu superar a meta internacional de 45 minutos para atendimento.

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Cirurgia reduz risco de câncer de mama
O câncer de mama é a quinta causa de morte por câncer no mundo e o segundo tipo mais frequente, pois aproximadamente 7% das mulheres devem desenvolver a doença durante a vida.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 milhão de novos casos da doença são diagnosticados anualmente e a incidência está aumentando em países europeus, afetando uma a cada 16 mulheres.
Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimaram que, em 2008, o número de novos casos no Brasil atingiriam 49.400. Desse total, entre 10% e 15% são hereditários.
“Quando a mãe ou a irmã tiveram câncer de mama ou de ovário antes dos 40 anos, as chances dessa mulher aumentam significativamente”, explica o dr. Silvio Bromberg, mastologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
Essas pacientes são consideradas de alto risco e devem passar por controle maior, com exames a cada seis meses, que incluem: exames clínicos e ultrassonografia (semestrais), mamografia e ressonância magnética (anuais), a partir dos 25 anos, dependendo do histórico familiar.
Apesar de a incidência do câncer de mama ser pequena nos homens – aproximadamente 1%, nos casos de histórico familiar e na presença de ginecomastia (desenvolvimento de mama no homem) –, eles também devem fazer exames a cada seis meses. Existem ainda medicações preventivas que em alguns casos também podem ser indicadas, pois diminuem o risco de desenvolver o câncer de mama em até 49%.
Tudo isso porque o diagnóstico precoce permite obter a cura em mais de 90% dos casos. Mesmo assim, conviver com essa bateria de exames periódicos e com a possibilidade de enfrentar um câncer não é simples; por isso, algumas mulheres com alto risco de ter a doença optam por uma cirurgia profilática, conhecida como cirurgia redutora de risco.
Como identificar o alto risco
Para ser considerado paciente com altas chances de desenvolver a doença, é preciso ter comprovado histórico familiar de câncer de mama ou de ovário e, ainda, passar por exames criteriosos. Entende-se por alto risco:
um caso de câncer de mama bilateral ou um caso de câncer de mama e de ovário;
um caso de câncer de mama em familiar de primeiro grau (mulher) com idade abaixo de 40 anos ou familiar de primeiro grau (homem) em qualquer idade;
dois casos de câncer de mama em familiares de primeiro ou de segundo graus com idade inferior a 60 anos ou dois casos de câncer de ovário em qualquer idade;
três casos de câncer de mama em familiares de primeiro ou de segundo graus ou três casos de câncer de ovário em familiares de qualquer idade;
quatro casos de câncer de mama ou de ovário em três gerações, em qualquer idade.
“Além de ter familiares próximos com casos de câncer de mama, para ser considerada paciente de alto risco são necessários alguns procedimentos. Passar por um estudo clínico aprofundado e até mesmo por teste genético para identificar alguns marcadores, como os genes BRCA1 e BRCA2 - responsáveis por grande parte dos cânceres de mama hereditários -, para ter a indicação da cirurgia de redução de risco”, pondera o dr. Auro Del Giglio, oncologista, Gerente Médico do Programa Integrado de Oncologia do HIAE e professor titular de oncologia da Faculdade de Medicina do ABC.
Esse tipo de exame genético é realizado em laboratórios de alta complexidade e foi introduzido no Brasil pelo HIAE. “O Conselho Regional de Medicina orienta que os critérios de indicação para esse tipo de procedimento sejam extremamente rígidos e comprovados, pois é uma cirurgia de porte. Além disso, é preventiva, ou seja, estamos operando um paciente saudável como profilaxia à doença”, afirma o dr. Silvio Bromberg. “Mas só quem já viveu vários casos de câncer na família sabe que esse tipo de cirurgia surge como um alívio e como a possibilidade de viver sem o medo de passar pelo mesmo problema”, completa o mastologista.
Vida reconstruída
A técnica da cirurgia de redução de risco teve início há mais de 20 anos, mas foi na década de 1990 que começou a ganhar popularidade e a ser encarada com mais naturalidade, tanto pela comunidade médica como pelas pacientes. O procedimento consiste na retirada parcial ou total das glândulas mamárias, por uma incisão na aréola, e na reconstrução da mama com o auxílio de próteses de silicone. Há alguns casos, dependendo do histórico familiar e do resultado da análise genética, em que também é necessária a retirada dos ovários. “Atualmente, contamos com critérios claros para a identificação dos casos de alto risco e tivemos uma grande evolução das técnicas cirúrgicas para a reconstrução mamária, que permitem uma exata seleção de casos e um excelente resultado estético”, afirma o professor e dr. João Carlos Sampaio Góes, mastologista e cirurgião do HIAE e diretor do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer.
Mas só quem já viveu vários casos de câncer na família sabe que esse tipo de cirurgia surge como um alívio e como a possibilidade de viver sem o medo de passar pelo mesmo problema
Mestre no assunto, o dr. Sampaio Góes realiza a cirurgia de redução de risco há mais de duas décadas, já apresentou dezenas de trabalhos sobre o assunto e inovou as técnicas do procedimento. Em 1995 desenvolveu, em parceria com o também cirurgião gastroenterologista dr. Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo, no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), uma técnica de reconstrução de mama que utiliza, além da prótese de silicone, gordura intra-abdominal, chamada de epíploo que, retirada por videolaparoscopia, recobrirá a prótese e preencherá, de forma adequada, o vazio deixado pela adenectomia mamária.
“Tínhamos o desafio de preencher a mama da maneira mais natural possível. Depois da retirada do tecido mamário, permanece apenas uma fina camada de pele, e a colocação da prótese nem sempre era suficiente para obter um bom resultado estético. Com essa nova técnica, os resultados estéticos são extremamente naturais, como também garantimos segurança no procedimento cirúrgico”, explica o dr. Sampaio Góes. O procedimento cirúrgico criado pelos médicos brasileiros já é utilizado por mais de dez equipes cirúrgicas no mundo.
Atualmente, contamos com critérios claros para a identificação dos casos de alto risco e tivemos uma grande evolução das técnicas cirúrgicas para a reconstrução mamária, que permitem uma exata seleção de casos e um excelente resultado estético
Apesar dos ótimos resultados cirúrgicos e da redução do risco de câncer de mama em mais de 95% das pacientes, os três especialistas do Einstein são categóricos em afirmar que é importante que a paciente com alto risco da doença procure mais do que uma equipe médica experiente nesse tipo de procedimento. E ainda deve refletir muito sobre seus benefícios e suas consequências, pois essa é uma cirurgia de grande porte e que, como qualquer outro procedimento, tem seus riscos.
Em busca de novos marcadores
Uma parceria entre o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e o Hospital A. C. Camargo, realizada em 2007, propiciou o início de uma pesquisa com mulheres que tiveram câncer de mama com menos de 35 anos.
O objetivo é delinear características familiares e perfis genéticos dessas pacientes. Foram analisados até o momento cerca de 60 casos que se enquadram nessa situação. “Além dos genes conhecidos BRCA1 e BRCA2, estamos observando a existência de perfil genético familiar para maior risco de câncer de mama. Esperamos em breve, com esses estudos, encontrar um caminho para a melhor identificação das mulheres com alto risco de câncer. Queremos tratar os problemas do futuro no presente”, diz dr. Sampaio Góes.

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Alívio extra contra o câncer
Reiki, ioga e acupuntura. Essas técnicas já estão sendo utilizadas, em conjunto com as tradicionais quimioterapia e radioterapia, no tratamento contra o câncer. As técnicas milenares, que comprovadamente trazem bem-estar a seus praticantes, agora são estudadas para verificar quais benefícios podem oferecer aos pacientes que lutam contra o câncer.
Assista ao vídeo do Jornal da Record: Especial Medicina Complementar
O estudo teve início justamente pela alta procura de pacientes por essas técnicas. No Brasil, aproximadamente 45% da população pratica ioga ou reiki e já se utilizou de acupuntura em algum momento, segundo o dr. Paulo de Tarso Lima, especialista em medicina integrativa pela Universidade do Arizona (Estados Unidos) e responsável por essa área no Programa Saúde Além da Cura, do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
Antes de qualquer passo em relação a combinações de tratamentos e à inclusão de técnicas integrativas, o paciente deve conversar com seu médico para discutir o melhor caminho de tratamento
O especialista foi buscar em Hipócrates, conhecido como pai da medicina, uma das explicações para a importância de integrar a medicina ocidental às técnicas orientais. Segundo Hipócrates, “o papel do médico consiste em ajudar as forças naturais, criando condições para o processo de cura, sendo a terapia uma assistência para otimizar esse processo”. É esse conceito que se tenta seguir quando é aplicada a medicina integrativa em pacientes com câncer.
A medicina integrativa enxerga o paciente como um todo (corpo, mente e espírito), incluindo todos os aspectos de seu estilo de vida. Segundo o dr. Paulo de Tarso, mais da metade dos pacientes com câncer busca alguma forma de terapia complementar e, muitas vezes, não conta ao oncologista. “Antes de qualquer passo em relação a combinações de tratamentos e à inclusão de técnicas integrativas, o paciente deve conversar com seu médico para discutir o melhor caminho de tratamento”, aconselha o especialista.
Saber o que escolher
As técnicas complementares são as mais diversas, mas é preciso cuidado para não confundi-las com as terapias alternativas que, diferentemente das complementares, são entendidas pela medicina como práticas que excluem o tratamento convencional, o que pode trazer sérios riscos à saúde.
As terapias complementares, como acupuntura, reiki e ioga agem de forma integrada aos demais medicamentos e procedimentos, com os objetivos de:
reduzir sintomas e efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia;
aumentar a sensação de bem-estar;
melhorar a qualidade de vida;
diminuir o medo, o estresse, a depressão e a ansiedade;
promover melhor resposta do organismo ao tratamento.
Para não deixar dúvidas, o dr. Paulo Tarso faz questão de classificar as práticas complementares em:
Recomendadas
Aquelas comprovadas cientificamente. Acupuntura diminui náusea e dor; meditação proporciona momento para se desconectar do mundo exterior e se concentrar em si mesmo; musicoterapia trabalha as funções cognitivas, fisiológicas e psicológicas, melhorando o bom humor e equilibrando as emoções.
Aceitas
Ainda em fase de estudo. Reiki canaliza as energias e proporciona equilíbrio vital; ioga fortalece o sistema imunológico e reduz o estresse; ingestão de vitaminas C e E, ambas antioxidantes, ajuda na prevenção e no combate de doenças degenerativas.
Suspensas
Que não devem ser utilizadas, pois trazem riscos à saúde. Realização de dietas sem auxílio nutricional, substituição do tratamento convencional pelas terapias alternativas.
Medicina Integrativa no Einstein
Devido à grande procura e aos comprovados benefícios, o HIAE criou um programa específico para os pacientes que passaram pelo tratamento de câncer. Chamado de Saúde Além da Cura, o programa é desenvolvido nas unidades Ibirapuera e Morumbi e oferece o atendimento clínico da Medicina Integrativa.
Durante as consultas médicas, é discutida a possível associação de terapias complementares às convencionais, com o objetivo de alcançar os melhores resultados nos tratamentos e promover a qualidade de vida. Entre as terapias oferecidas pelo HIAE estão: ioga, reiki, meditação, acupuntura e terapias corporais, como massagens

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Arritmia sob controle
O coração é como o motor de um carro. É esse órgão de cerca de 300 gramas que faz com que a “máquina” que é o corpo humano funcione a pleno vapor.
É um músculo entremeado de veias e artérias. Bate em média 80 vezes por minuto bombeando sangue para o organismo. Mas, nem todo coração é ritmado. Alguns batem demais, outros, menos. É o caso de quem sofre de arritmia: o distúrbio do ritmo cardíaco.
Quando o coração bate acelerado, mais de 100 vezes por minuto, trata-se da taquicardia. Se as batidas são poucas, abaixo de 60 por minuto, é bradicardia. Esses dois tipos de arritmia apresentam inúmeros subtipos, o que torna as estimativas de quantos brasileiros sofrem do problema escassas. Cada tipo apresenta características clínicas, epidemiológicas, terapêuticas e prognóstico diferentes. Dessa forma os pacientes precisam de atendimento especializado.
Os médicos do Einstein encontram toda a estrutura do centro e tem à disposição consultores especialistas para o direcionamento eficaz de seus pacientes
Por conta de tamanha diversidade o HIAE lançou em agosto de 2008 o Centro de Arritmias Cardíacas Einstein que conta com profissionais especializados e a mais alta tecnologia para diagnosticar e tratar o descompasso cardíaco que, nos casos mais graves, pode ser fatal.
O Centro foi planejado a partir de referências mundiais e nacionais como Cleveland Clinic, Mayo Clinic, ambas nos Estados Unidos e Unifesp. “Os médicos do Einstein encontram toda a estrutura do centro e tem à disposição consultores especialistas para o direcionamento eficaz de seus pacientes”, explica a dra. Denise Tessariol Hachul, coordenadora do Centro.
Tecnologia de ponta
Tratamentos cada vez mais eficazes e que garantam a qualidade de vida dos pacientes estão entre os objetivos do Centro que, além dos exames tradicionais como o holter – que poderá ser realizado por 24h, 48h ou até 7 dias – oferece equipamentos de última geração, como o sistema de monitorização loop evente recorder. O aparelho atualiza continuamente o eletrocardiograma do paciente e o grava na memória. Permite também o acionamento do modo de gravação de eventos, caso ocorram sintomas anormais.
Outro diferencial é a ablação por cateter. “Esse método revolucionou o tratamento das arritmias cardíacas pois melhora a qualidade de vida dos pacientes e tem custo menor que o do tratamento medicamentoso em longo prazo”, afirma a dra. Fátima Dumas Cintra, cardiologista especialista em Eletrofisiologia Clínica do Centro de Arritmias Cardíacas Einstein.
Esse procedimento consiste na “cauterização” de áreas do coração responsáveis pela origem das arritmias. “São produzidas lesões bem delimitadas, medindo de 4 a 6 milímetros na região responsável pela arritmia, o que as elimina definitivamente”, explica a dra. Fátima.
O sistema eletroanatômico é utilizado para mapear as áreas que apresentam arritmias para que seja realizada a ablação por cateter. O equipamento diminui a exposição aos raios-X durante o procedimento, o que garante maior eficácia. “Quando se quer cauterizar um foco de arritmia, é necessário antes mapear o coração e localizar a sua origem. Esse sistema realiza o mapeamento com bastante precisão”, garante a dra. Denise.
Equipe multidisciplinar
O Centro conta com uma equipe de especialistas para avaliar cada caso e propor as mais indicadas estratégias de tratamento. Serão quatro médicos arritmologistas clínicos na área não-invasiva, duas equipes de eletrofisiologistas intervencionistas e médicos consultores. O trabalho é realizado em conjunto com a equipe da Reabilitação Física e Cardiologia Esportiva, para avaliação cardiológica de atletas.