segunda-feira, 31 de maio de 2010

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Einstein é o mais ágil no atendimento ao AVC
Em média 35 minutos é o tempo entre a chegada de um paciente no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) com suspeita de acidente vascular cerebral – mais conhecido como derrame – e o diagnóstico que confirma ou descarta essa possibilidade. A recomendação internacional é de no máximo 45 minutos.
Esse tempo recorde rendeu ao Centro de Atendimento ao Paciente com AVC do HIAE a primeira certificação internacional da América Latina, a Disease Specific Certification, para a área de neurologia em doenças cerebrovasculares. O certificado funciona como um selo de qualidade, reconhecido mundialmente e é conferido pela Joint Commission International, renomada entidade mundial que há mais de 50 anos atua na acreditação de serviços de saúde.
Detalhes que fazem a diferença
Uma série de diferenciais torna o Einstein o primeiro hospital da América Latina, e terceiro no mundo, a ser centro de referência para diagnóstico e tratamento de derrames. A começar pela Unidade de Primeiro Atendimento (UPA), que conta com uma equipe de médicos neurologistas, de plantão 24 horas, capacitados para o tratamento inicial de casos de AVC. Outra equipe, composta por neurologistas e neurocirurgiões, é responsável pela assistência durante a internação.
“O AVC representa uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Com a certificação passamos a ser um centro de referência”, explica a Enfermeira Tânia Oliveira Lopes, que era a case manager da Neurologia, na época da certificação. Ela era a responsável por assistir a cada um dos casos de suspeita de AVC e acompanhar a evolução dos pacientes, desde sua chegada até o momento da alta hospitalar, além de colaborar para o esclarecimento dos pacientes e para o desenvolvimento dos profissionais envolvidos nesse processo.
O AVC representa uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Com a certificação passamos a ser um centro de referência
Para chegar a esse tempo recorde, que garante o tratamento adequado e diminui a possibilidade de sequelas, foi preciso muito trabalho da equipe de Neurologia. Desde sua criação em 2004, o Centro de Atendimento ao Paciente com AVC é pautado por processos e estruturas que se enquadram nas recomendações de importantes instituições nacionais e internacionais: Joint Commission, American Stroke Association e Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares.
Atendimento ágil, menos sequelas
Na Unidade de Primeiro Atendimento, quando há um paciente com suspeita de AVC, é acionada uma tecla para disparo do código de identificação da doença, o COD AVC. “Esse código representa o elo de comunicação entre pessoas de áreas envolvidas no rápido diagnóstico, proporcionando a escolha de um tratamento adequado para cada paciente, sem perda de tempo”, explica a enfermeira. Ou seja, médicos de várias especialidades são avisados de que o paciente está no hospital. Graças a esse código o HIAE conseguiu superar a meta internacional de 45 minutos para atendimento.

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