
Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva
A cirurgia cardíaca tradicional, em que o tórax do paciente é aberto para que a equipe médica possa restaurar o órgão que bombeia sangue para todo o corpo, sem dúvida tem ótimos resultados. Entretanto, requer pelo menos 40 dias para a recuperação em virtude da necessidade de cicatrização óssea.
A evolução na cirurgia cardíaca
Agora, graças à tecnologia, a incisão de até 25 centímetros está sendo substituída por uma cinco vezes menor. O cirurgião não precisa mais tocar diretamente o coração do paciente e este pode retomar sua rotina em cerca de 10 dias. Todos esses benefícios são obtidos com a inovadora Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva Videoassistida.
O cirurgião não precisa mais tocar diretamente o coração do paciente e este pode retomar sua rotina em cerca de 10 dias
A técnica consiste em uma pequena incisão de cerca de 4 centímetros na região lateral do tórax, pela qual é inserida uma microcâmera que possibilita não só visualizar como restaurar o coração, com a utilização de instrumentos especiais.
“Essa técnica permite uma melhor visualização do órgão, pois vemos o coração através do vídeo de forma ampliada e com maior nitidez”, explica o dr. Robinson Poffo, cirurgião cardíaco e coordenador do Programa de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
Para o paciente, há diversos benefícios, como redução do tempo de internação e recuperação e menores riscos de hemorragias, arritmias e infecções, além do ganho estético.
O dr. Poffo já operou cerca de 200 pacientes pelo novo método, com diagnósticos como problemas das válvulas cardíacas, arritmias e algumas cardiopatias congênitas, além de casos selecionados de insuficiência coronariana que necessitam de pontes de safena.
Técnica inovadora
É um procedimento inédito no mundo e muito interessante, porque a cicatriz é mínima
Utilizada há mais de dez anos na Europa e nos Estados Unidos, a Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva Videoassistida chegou ao Brasil em 2006, trazida pelo dr. Robinson Poffo. A diferença é que aqui o médico deu um passo à frente: o acesso ao coração é feito pelo mamilo, tanto em homens quanto em mulheres, com a mesma técnica utilizada nas cirurgias plásticas.
“É um procedimento inédito no mundo e muito interessante, porque a cicatriz é mínima”, diz dr. Poffo. Por essa razão, é acompanhado também por um cirurgião plástico.
Assim como em diversas especialidades, a técnica minimamente invasiva videoassistida tornou-se uma tendência também na cardiologia.
O próximo passo é a inclusão da robótica nesse tipo de procedimento, que permitirá ao cirurgião operar o paciente através de equipamentos como o sistema robótico da Vinci, já disponível no Einstein
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