segunda-feira, 31 de maio de 2010

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Da Vinci: aliado dos cirurgiões
Os pacientes do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) contam agora com o sistema robótico da Vinci para a realização de cirurgias minimamente invasivas.
O resultado dessa inovação, bastante difundida nos Estados Unidos e na Europa e trazida para o Brasil pelo Einstein, é mais segurança para o paciente e rapidez em sua recuperação.
Isso é possível, pois durante a cirurgia, o médico observa o campo operatório em três dimensões, além de não precisar manejar diretamente os órgãos ou realizar procedimentos delicados com suas próprias mãos. Para isso, controla os braços de um robô por meio de uma cabine de comando.
No mundo, são cerca de 600 robôs em operação. "O alto nível de segurança do procedimento e a precisão garantida pelo robô da Vinci traz grandes benefícios aos pacientes, como cortes menores, recuperação rápida, diminuição das dores e complicações pós-cirúrgicas", explica o dr. Ben-Hur Ferraz Neto, cirurgião de fígado e transplantes do Einstein, que participou do treinamento com o robô nos Estados Unidos.
Entre os procedimentos que podem ser realizados com o sistema robótico estão cirurgias cardíacas, torácicas, urológicas, ginecológicas e algumas do aparelho digestivo, como a redução do estômago.
De acordo com o dr. José Roberto Colombo Júnior, urologista do HIAE que passou três anos operando com o sistema na Cleveland Clinic, EUA, o da Vinci reúne os benefícios da cirurgia tradicional aos da laparoscópica – técnica minimamente invasiva, mas que tem algumas limitações, como a visão bidimensional e movimentos limitados e pinças não articuladas, que podem dificultar o trabalho do cirurgião.
Benefícios também para os médicos
Para o cirurgião, as vantagens são sentidas na prática: o sistema robótico tem mecanismos que corrigem o tremor natural das mãos, articulações que proporcionam maior amplitude de movimentos e melhor ergonomia durante o procedimento. Com isso, o médico visualiza, em detalhes, locais a que não chegaria durante um procedimento tradicional ou mesmo laparoscópico.
O robô ainda tem extrema habilidade para movimentos delicados como as suturas ou anastomose – que consiste na união de vasos sanguíneos ou partes de órgãos, como o tubo digestivo –, além de não haver problemas de fadiga ou movimentos involuntários.
Acredito que nos próximos dez anos essa tecnologia se expandirá bastante e muitas cirurgias só serão realizadas com o auxílio do da Vinci
A cirurgia é realizada com braços robóticos, enquanto o cirurgião permanece sentado na cabine de comando, que é capaz de proporcionar visão tridimensional da área que será operada. Os braços robóticos funcionam como extensões dos braços do próprio cirurgião, só que com movimentos altamente precisos. A área operada pode ser ampliada na tela, que também permite ajustes de luminosidade e contraste, contribuindo para identificar, de forma ainda mais precisa, as diferentes camadas de tecido.
"Acredito que nos próximos dez anos essa tecnologia irá se expandir bastante e muitas cirurgias só serão realizadas com o auxílio do da Vinci", afirma o dr. Ben-Hur.

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